segunda-feira, 13 de abril de 2009

Rivalidade sem fim


Motivação e rivalidade, ingredientes que fazem parte de um clássico. Hoje em dia, se tratando de Botafogo e Flamengo, é o que não falta. Por parte do lado alvinegro, o filme vivido em 2007 e 2008 coloca um tempero a mais. Essa história traz lados bons e ruins. Para levar a melhor desta vez, o lema tem de partir do princípio daquela frase
- “O medo de perder tira a vontade de vencer”, é perder o medo e de uma vez por todas e quebrar esse tabu.

Do outro lado, o olhar da desconfiança, fica por conta da irregularidade mostrada pelo time rubro negro ao longo desta temporada. Um começo arrasador, depois um tropeço feio, depois mudanças e mais mudanças, até o mestre Cuca acertar a mão na massa. É bom também não esquecer dos problemas extra campo vividos na Gávea. O time equilibrado e bom de 2008 começa a se desenhar de novo.

O clássico do próximo domingo tem tudo para ser um grande jogo. Vejamos que interessante. Não é só a hegemonia de Flamengo e Botafogo decidindo o estadual pelo terceiro ano seguido, que chama a atenção. Faz tempo que o futebol o Rio de Janeiro não tem um jogador como Maicosuel, por exemplo, dono de um talento capaz de decidir a partida. O poderio ofensivo de ambas as equipes credencia uma bela disputa pela artilharia da competição. De um lado Maicosuel e Victor Simões, enquanto do outro Josiel também está no páreo.

O que na verdade se espera de um clássico, é que o talento e arte se sobressaiam aos fatores externos. Os artistas do espetáculo são os jogadores, e o que se deseja é que o resultado seja fruto de um golaço. Deixe a história ser história depois, no final das contas ela entra em campo, mas não decide o jogo.

Como de praxe, é jogo para ser decido no detalhe.

Um abraço a todos.

Kadu Braga

terça-feira, 7 de abril de 2009

Império perdido?


Imperador, respeitado por fãs brasileiros, italianos, pessoas do mundo inteiro em sua maioria, ligadas ao mundo da bola. Viver a vida de atleta de futebol pode parecer fácil, mas não é. Neste mundo entre sonhos e realidade, os moleques de pés descalços batendo bola na rua ou no campinho de terra, do nada, se deparam com outra realidade: A fama.

Não deixar o sucesso subir a cabeça, se maravilhar com o dinheiro e com o poder, se é que isto existe, em meio a todas estas transformações, é uma missão complicada e requer cuidados redobráveis, para quem vive subordinado à sua imagem. O espelho da idolatria em que ele próprio deve ter se inspirado em alguém um dia, do dia para a noite este papel se inverte e ele passa a ser o exemplo, o ídolo.

Ser bem orientado para conviver com tudo isso, também é algo que faz diferença no sucesso ou no insucesso de alguém. Não creio que seja este o problema de Adriano. Eis a questão, qual seria o problema do Imperador? Falar é muito fácil. Envolve-lo em problemas dos outros, também não é o mais indicado. O que se sugere é que a conversa seja aberta e franca para os dois lados, e repense os fatos. Adriano tem tido em Dunga e Jorginho na seleção, o carinho de quem têm realmente tem vontade de recuperá-lo dos tempos áureos de 2004 e 2005.

Saber separar o laço de amizade entre o simples fato de ser, “parceiro” ou amigo de alguém, é algo complicado para quem tem o rosto marcado pela fama. Não precisa deixar de ver os amigos, tampouco abandonar suas origens. É valido apenas, saber separar as coisas. Antes de qualquer coisa, Adriano é um ser humano como qualquer outro. Têm lá as suas angústias, frustrações e problemas como uma pessoa normal.

Vale dizer também que, a vida do atleta de futebol começa muito cedo, onde a sua vida pessoal é invadida pela sua escolha, onde nem sempre ele pode ser ele mesmo. Para retomar seu império, Adriano precisa ter noção, que, por ora terá de abrir mão de certas coisas.

Ou então, seu Império será tomado de uma vez por todas.

Um abraço a todos.

Kadu Braga.

terça-feira, 31 de março de 2009

Para voltar a ser Kaká


Kaká: Eleito o melhor jogador do mundo em 2007. Naquela temporada Européia de 06/07, marcou 18 gols em 48 jogos, teve ainda o inicio da temporada seguinte para somar até dezembro e levar a bola de ouro pra casa com méritos por tudo que fez.

O fato interessante é que a média do camisa 22 do Milan, é um pouco melhor na temporada seguinte; foram 19 gols em 41 jogos. Temporada essa em que Cristiano Ronaldo levou a melhor com seu Manchester devorando tudo, engraçado não é?

Então, o que credenciou a levar a melhor na ocasião? Além do seu futebol objetivo, foi a assiduidade e quanto produzia em campo para a equipe italiana. O número de assistências foi bem razoável, foram sete em 17 jogos de Agosto a Junho de 2007 pelo Milan. A realidade é que, o clube italiano traçou nada menos que a liga dos campeões e mundial de clubes naquela temporada.

Naquele ano, Kaká não esteve na copa América em com a seleção brasileira campeã, porque pediu dispensa a fim de recuperar a forma, com certeza, muito a pedido de seu clube, que não era obrigado a liberar. Seu companheiro de clube e seleção, Ronaldinho Gaúcho fez a mesma coisa.

Vejamos que interessante. Depois daquele período de férias a dupla brasileira estagnou-se. Kaká passou a ter mais lesões do que tinha normalmente, passou a jogar com menos regularidade, chegou a ser barrado por Dunga e com tudo isso caiu seu desempenho individual e coletivo.

O fato agora é: Kaká teve na última semana o que não teve provavelmente nos últimos meses em seu clube. Chama-se carinho e atenção. Recuperou-se das dores rapidamente e com toda certeza sua auto estima está a mil por hora. Tudo isso graças ao avanço da medicina esportiva brasileira que dá uma goleada nos estrangeiros, ainda anos-luz abaixo de nós neste quesito.

Um jogador deste nível precisa de motivação e um bom planejamento para mostrar seu bom futebol. Talento é algo que nasce com quem é escolhido para desfrutar. No entanto, o futebol moderno exige sempre algo mais, no final das contas o futebol vive de resultado.

Um abraço a todos.
Kadu Braga

segunda-feira, 23 de março de 2009

Clássico dos milhões

Foto: André Durão/globoesporte.com

“Clássico é clássico e vice versa”. Frase épica do futebol brasileiro, capaz de ilustrar sua rivalidade e importância de um jogo assim para o mundo da bola. Neste fim de semana foi a vez de Vasco e Flamengo medirem forças. Enquanto durante a semana só se falava em dinheiro na Gávea, Dorival Júnior levava com seriedade cada minuto de treinamento, e acabou levando a melhor.

Tido como patinho feio no inicio do Campeonato, aos poucos, o treinador vem colocando sua cara na equipe e mostrando que seu time é, no mínimo, competitivo. Vale lembrar ao torcedor vascaíno, que a grande meta do ano é retornar à elite do futebol brasileiro. Vencer o estadual seria uma motivação a mais.

As particularidades do jogo como as expulsões, podem ter pontos de vista distintos. Para uns, o arbitro acabou com o clássico, tirando todo o seu brilho e querendo aparecer mais que tudo. Querendo ou não, acaba virando assunto e aparecendo demais. O alento que fica é ter sido criterioso, levando ao pé da letra as situações para ambos os lados.

Noves fora tudo isso, o time de Dorival deu um banho de raça e superação no de Cuca e soube decidir o jogo. Tecnicamente não foi um jogo dos sonhos, como nos tempos de Zico e Roberto Dinamite, longe disso. O time da Gávea tem uma base boa, mas não consegue se encontrar em campo. Parece, inclusive, muito nervoso.

Cabe também ao treinador refletir um pouco. Diga-se de passagem, ultimamente trocar a camisa no intervalo e colocar Obina, pouco tem adiantado. Ou então mais uma vez ficará marcado como perdedor.
Uma boa semana a todos.
Kadu Braga

quarta-feira, 18 de março de 2009

Recomeça a era da camisa 9

Quando acabou a copa de 2006, o Brasil inteiro se voltou contra a comissão técnica de Parreira e seus comandados pela maneira como tudo aconteceu. Desde a troca de treinador, a falta de um camisa 9 de respeito, têm sido comum quando o assunto é seleção brasileira.

Pois bem. O tempo passou, Dunga balançou, chegou a sofrer com opções para o ataque e agora o momento é bom. Ótimo por sinal. Não é só a volta de Ronaldo aos gramados, que anima a imprensa e a torcida. É claro, sonhar não custa nada com a sua volta para seleção, seu desejo é declarado. O futebol do fenômeno é diferenciado. Basta mostrar seu futebol em campo, que certamente o reflexo virá numa futura convocação.

A geração atual tem a mescla da experiência de: Ronaldo, Ronaldinho, Adriano, Robinho, com a vontade de Fred, Luis Fabiano, Nilmar, Vágner Love, Ricardo Oliveira, Rafael Sóbis e outros. Na outra parte da geração talentosa, os novatos e muito promissores: Alexandre Pato, Keirrison, Guilherme (ex-Cruzeiro) e agora mais novo calouro da turma; o talentoso Neymar, do Santos.

O papo com este novato tem de ser diferente. Ser cauteloso é preciso. Começar do zero, não é fácil para quem tem o histórico e a badalação que têm, desde os 14 anos de idade.

Seu toque de bola diferenciado é nítido para quem acompanha futebol de perto. Viajar de promessa à realidade, só depende dele mesmo utilizar o que tem com a bola nos pés para fazer sua história. Esquecer a sua conta bancária ás vezes é necessário. Também é difícil não lembrar de Pelé e Robinho, quando o garoto comemora seu gol socando o ar com a camisa branca do Santos.

Talento, futebol arte, pedalada, dribles e comemorações históricas, são patrimônios do futebol a serem preservados. Dentro de campo, que deixem Neymar ser Neymar. É uma pena que jogadores assim ficam pouco tempo perto de suas origens, pois o futebol brasileiro não agüenta.

No futebol moderno é preciso mesclar a técnica com a eficiência, o que não é uma missão fácil. Para montar o time de 2010, Dunga terá de escolher a dedo com tantas boas opções para o seu ataque. Fica a pergunta: Quem serão os atacantes na África do Sul 2010?

Boa semana a todos.

Kadu Braga.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Uma nova era


Quando algo não vai bem, é preciso renovar algumas coisas. No caso do Fluminense, foi buscar mudanças e escolheu alguém, que, além de ter uma história vitoriosa, acima de tudo tem o coração pintado com as cores do clube. Carlos Alberto Parreira, tem um currículo de fazer inveja a qualquer profissional do ramo. A perspectiva também aumenta, quando se fala em credibilidade no mercado, podendo assim trazer outros jogadores de ponta como é o Fred.

Falando no atacante, não tenho dúvidas da qualidade do apressadinho jogador. Carrega na sua história, nada menos, que o gol mais rápido do futebol brasileiro. Entrou, e marcou em suas estréias no Cruzeiro, e na seleção Brasileira em plena Copa do Mundo. Terá do seu lado, outros jogadores de qualidade como: Thiago Neves, Conca, Leandro Amaral e até mesmo o motorzinho Éverton Santos. Para fazer essa turma jogar, e jogar muito, Parreira é experiente o bastante, além de conhecer o potencial do artilheiro que convocou em 2006.

Esqueçam, por ora, a fatídica derrota para França na Alemanha, e olhem o lado positivo da volta de Parreira ao futebol Brasileiro. Também ganhará crédito, o futebol carioca com a chegada deste treinador por tudo que já viveu, aprendeu e pode ensinar. Creio que, o que aconteceu naquela copa é muito mais erro do conjunto que dele individualmente. Sou da tese de que ninguém ganha nada sozinho tampouco perde algo sozinho.

DOMINGO FENOMENAL.

Basta assisitir as imagens. É emocionante, é radiante a alegria dele e de todos. Ninguém desaprende a jogar bola. Alguém como Ronaldo, muito menos. Não poderia deixar de fazer o lembrete da volta do fenômeno aos gramados. A perspectiva é animadora, agora basta continuar a caminhada com a cabeça no lugar. E na bola.

Um abraço a todos.

Kadu Braga.

quarta-feira, 4 de março de 2009

Papo fenômenal


O assunto na mesa do "Pedro e do Chico" não poderia ser outro. Ronaldo está de volta aos gramados. As opiniões nas rodas por aí, ainda divergem e muito. Pedro acha que em alto nível nunca mais, enquanto Chico, acha que jogador dará mais uma vez a volta por cima, e até voltará a seleção em 2010.

Agora o momento é outro, é de pura expectativa. Chega de falar na noitada de outro dia, relembrar o caso com os travestis e também de dizer que o fenômeno é somente uma ferramenta de marketing do Corinthians. O camisa nove é muito mais do que isso, e agora terá a chance mais uma vez de mostrar ao mundo que é fenomenal com a bola nos pés. Estrear nesta quarta contra o Itumbiara, pode tirar o peso de uma estréia em um clássico importante contra o Palmeiras no fim de semana.

Para seus inúmeros admiradores, e para quem ama este esporte, poderá hoje, ser uma noite no mínimo importante. No fim das contas, o futebol Brasileiro precisa de alguém como este ídolo nacional. Ronaldo hoje, não representará somente o Corinthians. Também mais uma vez o Brasil em campo, pela importância que este jogador têm e sempre terá. Certamente o mundo inteiro estará de olho.

Um abraço a todos.

Kadu Braga