quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Para onde foi a alegria, Ronaldinho?


Ronaldo de Assis Moreira, mais conhecido como Ronaldinho Gaúcho. A carreira meteórica de jogador de futebol profissional começa cedo e o ápice se atinge quando se menos espera. O craque brasileiro conquistou tudo, “quase tudo” no mundo da bola. Melhor jogador do Mundo pela FIFA, Copa de Mundo em 2002, campeonatos pelo mundo afora.

Do dia para a noite, algo que ele tinha no caso de amor com a bola, se perdeu. Foi-se a chama da paixão, foi se a motivação de entrar em campo e engolir o mundo, ser o melhor. Foi-se a alegria de comemorar sambando com o sorriso no rosto depois de marcar um gol de placa. O que será que aconteceu, Ronaldinho Gaúcho?

A vida de atleta profissional é desgastante, isto é indiscutível. Contudo, isto não me convence que aos 29 anos de idade o craque esteja perto de encerrar uma carreira de início tão brilhante. Todo o carisma, o talento, a magnitude de decidir um lance num lampejo de só quem sabe fazer, não pode ir pela correnteza da infelicidade, da insatisfação, do acomodamento.

Dinheiro não traz felicidade. Fama, tampouco. O camisa 80 do Milan, não precisa olhar mais para sua conta bancária, sim para o espelho e perceber que não tem mais a mesma alegria de jogar futebol. Está na hora de fazer o caminho inverso, para resgatar em sua alma o espírito de alegria que só futebol brasileiro é dono.

Falta menos de um ano para a Copa do Mundo 2010.

E ai, Ronaldinho? O que será que vai prevalecer: O dinheiro, ou a felicidade?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O preço da ilusão


O ano mal planejado dos alvinegros e tricolores reflete na tabela de classificação. Não é culpa de Estevam Soares, tampouco de Cuca. No futebol de hoje se fala em sucesso em longo prazo, reestruturação, planejamento, este é mais ou menos o discurso dos dirigentes, embora saibam que este esporte exija resultado amanhã. Pois é, no entanto, também existe o insucesso em longo prazo. Mas, como assim?

Vamos voltar no tempo um pouco, não precisa rebobinar muito a fita. O Fluminense vem montando grandes times. Com o alvinegro, não é diferente. Em 2007 só não fizeram a final da Copa do Brasil, graças a Sra. Ana Paula Oliveira que fizera uma palhaçada no Maracanã. Engraçado não é? O Botafogo não perdia no Maraca, há oito meses. Como seria aquela final? Bom, o Fluminense, que não tem nada com isso venceu o Figueirense e foi Campeão com seus méritos.

Depois disso, o Tricolor Carioca brincou de perder pontos no Brasileiro de 2007 e 2008 e quase venceu a Libertadores. Enquanto isso, o time de General Severiano colecionou derrotas inexplicáveis, jogadores sem sangue em campo, crises e mais crises. Não adianta montar um bom ataque, tendo uma defesa medíocre. Por sua vez, a diretoria botafoguense, sempre achou melhor colocar a culpa no árbitro fulano, ou auxiliar ciclano. Convenhamos: Assim é muito fácil aceitar a derrota.

A grande questão em pauta, é que ambos se iludiram com seus times de tempos para cá. Infelizmente ambos não souberam se aproveitar dos bons momentos vividos há tempos atrás, embora tenham tido times de aluguel em campo, e jogadores sem a audácia suficiente para decidir nos momentos mais importantes.

Agora é tarde para pensar no que passou, mas é bom analisar o que ficou para trás. Ou então irão sempre pagar um preço alto por não terem um planejamento, nem em curto nem em longo prazo.

domingo, 6 de setembro de 2009

Contestar as conquistas?

Foto: AG/Reuters

E agora quem contesta? Os números não mentem. Apenas respondem colocando a seleção brasileira na Copa do Mundo de 2010 antecipadamente. Diga-se de passagem, como favorita, pela ótima campanha nas Eliminatórias e também as recentes conquistas da Copa América e Copa das Confederações.

Falar de Dunga como treinador sempre foi um grande motivo de desconfiança. A experiência de quem correu atrás da bola por tanto tempo, é muito válida à beira do gramado. Mas nem sempre é sinônimo de sucesso, pela necessidade determinados recursos técnicos e táticos que o futebol moderno exige.

O fato é que a seleção encontrou uma maneira interessante de jogar. Não é um futebol vistoso, porém competitivo, vencedor. O time do Brasil já viveu momentos sem Ronaldinho Gaúcho e Kaká, nem por isso deixou de ser resistente aos desafios.

Agora, o selecionado brasileiro terá pouco menos de um ano, para se preparar e testar aqueles que podem vestir a amarelinha. Não é tão simples também manter a equipe motivada, evitando que se repita o fracasso de 2006. Na ocasião tínhamos um grande grupo, que se deixou levar pelo “oba-oba”, e a maioria dos atletas chegou fora de forma na maior competição do futebol.

Não vejo um time pronto, tampouco com os jogadores dos sonhos envergando uma camisa desta importância, embora tenhamos uma equipe, diria, bem ajustada. Seria muito melhor se a seleção pudesse contar com o talento dos Ronaldos, por exemplo. A questão é que, se futebol realmente é momento, agora não se pode contestar nada.
Até que o tempo prove o contrário.

Saiba mais:







quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Atlético Paranaense e Botafogo não conseguem mexer no placar pela Sul-Americana

Reservas do Botafogo empatam com Atlético Paranaense na Arena da Baixada

O Atlético Paranaense recebeu o Botafogo e arracancou um empate em 0 a 0, pela primeira fase da Copa Sul-Americana na noite desta quarta-feira, ás 21h50 na Arena da Baixada.

O jogo começou com as duas equipes se estudando bastante, sem criar muitas chances no início. O Botafogo sentiu muito o jogo, por ter entrado em campo com seu time praticamente todo reserva, apenas com o reforço de Victor Simões de titular em campo. E o Atlético contava com força máxima.

Os principais lances dos primeiros 45 minutos foram pelo lado dos donos da casa. O primeiro foi em cobrança lateral rápida, aos 18 minutos. Wesley cobrou no capricho para Alex Mineiro, que invadiu a área driblou Emerson, mas Flávio apareceu bem.

Aos poucos o time alvinegro tentou equilibrar o jogo saindo nos contra-ataques. No entanto, não tinha muita objetividade e pecava nas conclusões. Alex Mineiro ainda apareceu bem novamente pelo Atlético obrigando a Flávio a fazer a defesa mais importante da primeira etapa, que não teve o placar alterado.

SEGUNDO TEMPO

A segunda etapa começou mais movimentada, com os times tentando sair mais no jogo. Ambos buscavam o jogo com movimentação, mas o excesso de passes errados no meio campo impedia que as boas jogadas levassem mais perigo.

O Atlético tinha mais a posse de bola, contudo errava mais. Com isso, a estratégia de jogo do time alvinegro que quando recuperava a posse de bola, levava mais perigo à meta de Gallato. Renato apareceu bem em cabeçada aos pelo Botafogo aos 31 minutos.

Na base da raça e na bola parada, os times buscaram mais o resultado no final da partida, sem ter sucesso. O atacante Laio ainda perdeu no finzinho do jogo a chance da partida. Em um contra-ataque fenomenal, o atacante entrou cara a cara com Gallato e desperdiçou grande oportunidade. E fim de jogo sem gols: 0 x 0.


FICHA DO JOGO:

Atlético Paranaense 0 X 0 Botafogo

Local: Arena da Baixada (Coritiba)Data: 02/09/2009
Hora: 21h50 (De Brasília)
Árbitro: Paulo César Oliveira
Cartões: APR - Márcio Azevedo, Wesley e Valência / BOT: Léo Silva, Thiaguinho, Jônatas.

ATLÉTICO PARANAENSE: Gallato; Manoel, Ney, Chico, Wesley; Rafael Miranda (Gabriel Pimba) , Valência e Márcio Azevedo (Raul); Marcinho e Alex Mineiro (Walysson). Tec.: Antônio Lopes.

BOTAFOGO: Flávio; Emerson, Teco e Eduardo; Léo Silva (Thiaguinho), Fahel, Jônatas, Renato e Gabriel (Wellington); Ricardinho (Laio) e Victor Simões . Tec.: Estevam Soares.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Renato Gaúcho não resiste e é demitido do Fluminense

Cuca irá assumir cargo deixado por Renato Gaúcho


Renato Gaúcho deixa o Fluminense. Chegou como salvador da pátria e como alguém que conhecia bem vários jogadores do clube. Teve ainda a ajuda do experiente Valdir Espinosa ao seu lado para agregar valor. Tudo por água abaixo e o time com um pé na segundona! Apenas uma vitória sob o comando do Tricolor Carioca é realmente muito pouco. Sua figura sempre foi mais motivadora que orientadora dentro das quatro linhas e não é muito difícil se perceber isso. Nem isso conseguiu!

E a solução, diretoria tricolor? Acabam de contratar Cuca! Ora: Será mesmo a solução para se livrar de uma situação como essa?! Volta para as Laranjeiras, de onde saiu há, aproximadamente um ano, justamente por não ter conseguido tirar o time que se encontrava em situação bem semelhante à atual. Será este mesmo o profissional, o mais indicado para assumir o posto?

A conclusão que chego é que nem a cúpula de futebol do Fluminense, nem Cuca são inteligentes. No caso do comando de cima do Fluminense, vai insistir em alguém muito emotivo, incapaz de passar a vibração positiva necessária em momentos como esse e que já passou sem sucesso no Clube. Este treinador parece ser daqueles que precisa de tempo e planejamento para executar o que sabe.

O Caso de Cuca parece estar querendo dar a resposta ao mundo de que é bom treinador. Não é esse o caminho, mestre Cuca! Todos sabem da sua capacidade, já conhecem bem o seu trabalho de muita seriedade e qualidade. Quem sou eu para dizer alguma coisa, contudo não creio que este seja o melhor momento para mostrar seu trabalho. Eis a questão para ambos: Será que vale tanto a pena se arriscar assim?

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Vasco vence Brasiliense na primeira rodada do returno

Foto : Adalberto Marques
Gol de Ramon, de falta, dá vitória ao time cruzmaltino

O Vasco venceu o Brasiliense por 1 a 0, no Estádio Boca do Jacaré, em Brasília pela primeira rodada do returno da Série B. Agora o time de Dorival Júnior é líder isolado chega aos 42 pontos, enquanto o time de Brasília fica com 27 pontos em décimo lugar.

O jogo começou com o Vasco tocando a bola com facilidade, logo não demorou para achar o primeiro gol. Aos cinco minutos Ramon cobrou falta de longe, a bola passou por todo mundo, só parou no fundo da rede.

A partida continuou movimentada, mas o time Carioca jogava de maneira bem mais organizada. Aos 21 minutos Carlos Alberto fazia grande jogada e Didão chegou de forma violenta. O arbitro ignorou sem nem aplicar o amarelo.

Aos poucos o time da casa passou a se impor no jogo e o Vasco não conseguia mais pressionar a saída de bola. Com isso o Brasiliense equilibrou a posse de bola. O time cruzmaltino era comandado por Alex Teixeira, visivelmente o melhor em campo, aparecendo nos principais lances da equipe.

No final da primeira etapa, Carlos Alberto ainda sofreu penalidade, que foi ignorada pelo árbitro Héber Roberto Lopes.

SEGUNDO TEMPO

A etapa final começou tensa. Alóísio se chocou de cabeça em disputa de bola pelo alto e caiu no chão desacordado. O jogador foi levado para o hospital, onde permaneceu para realizar exames de rotina, embora não tenha sido nada grave. Adriano então entrou para substituir o atacante.

A partida seguiu disputada e com muitas faltas. A defesa do time do Brasiliense ficou logo recheada de cartões amarelos. Carlos Alberto, sempre articulando as boas jogadas ao lado de Alex Teixeira, recebeu muitas faltas e acabou sendo substituído por Rodrigo Pimpão.

O ritmo do time do Vasco diminuiu muito com a saída de Carlos Alberto e de Aloísio. As principais jogadas passaram a ser em bolas paradas e escanteios. Já o time de Brasília, arriscava nos contra-ataques e também nas jogadas de bola aérea, mas sem sucesso nas conclusões.
Fim de jogo: 1 x 0 para o time visitante.

FICHA DO JOGO:

Brasiliense 0 x 1 Vasco

Local: Estádio Boca do Jacaré, em Brasília.
Data: 25/08/2009
Hora: 21H ( De Brasília)
Árbitro: Heber Roberto Lopes.
Gols: Ramon aos 5’ do primeiro tempo.
Cartões: Aílson, Anderson e Pedro Ayub (BRA)

BRASILIENSE: Guto, Aílson, César Gaúcho, Anderson e Edinho; Pedro Ayub, Flávio, Didão (Éder) e Rodriguinho; Abuda (Rodriguinho) e Gustavo (Thiago Félix). Tec.: Heriberto Da Cunha.

VASCO: Fernando Prass; Fagner, Vilson, Gian e Ramon; Mateus, Souza, Enrico (Amaral) e Alex Teixeira; Carlos Alberto (Rodrigo Pimpão) e Aloísio (Adriano). Tec.: Dorival Júnior.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Domingo de alegrias e realidades

O domingo do esporte brasileiro foi de alegria. A seleção feminina de Volei conquistou o octacampeonato do Grand Prix, no Japão, um ano depois do ouro em Pequin. E Rubens Barrichello no topo do pódio de Valência. O piloto brasileiro aproveitou o feito, para deixar seu nome na história do nosso automobilismo, conquisitando a vitória de número 100 para o Brasil na F-1. Que sorte, Rubinho!

Da quadra e da pista para os gramados.

Que fase vive o futebol carioca! É uma vergonha a campanha dos times do Rio de Janeiro no campeonato brasileiro. Botafogo e Fluminense estão em situação cada dia mais complicada. Se estes times não se reforçarem logo, certamente estarão da Série B em 2010.

Não adianta colocar culpa em erro de arbitragem, reclamar, esbravejar, nem nada disso, pois não mudará o resultado do jogo. A conclusão que se tira de uma partida como a de ontem, entre Botafogo e Corinthians é que tudo acontece por falta de qualificação dos profissionais do apito em nosso futebol. Isto simplesmente entristece os apaixonados pelo esporte e mancha o espetáculo.

O caso do Flamengo é diferente de Flu e Bota, embora também viva um momento conturbado. No entanto, isto se deve ao time estar totalmente sem conjunto, chegando a atuar com oito, nove reservas, o que dificulta qualquer tipo de planejamento. Com a volta aos poucos dos titulares, ficará mais fácil de sair da crise, por isso será mais fácil de escapar da zona perigosa.

Série B

O Vasco está no rumo certo. A torcida joga junto e este é o melhor caminho para a volta à elite do futebol. Dorival Júnior confirma a cada jogo, que conhece bem os atalhos da competição e desenvolve um belo trabalho. Dá gosto de ver 80 mil pessoas no Maracanã apoiando o time mesmo estando na Série B. Agora, imagine quando não estiver...