segunda-feira, 15 de março de 2010

O futebol-espetáculo na Vila Belmiro

Jogadores do Palmeiras comemoram um dos gols no clássico

Um clássico para a história. A partida deste domingo entre Santos e Palmeiras foi mais que um jogo qualquer. Foi um espetáculo. O torcedor reclamou de pagar caro pelo ingresso, mas com toda certeza valeu a pena. Uma partida de sete gols, dribles, algumas jogadas de efeito, e o mais legal de tudo; As comemorações criativas dos jogadores de ambos os times. Esse sim deve ser o espírito alegre que o futebol deve mostrar ao público.

O placar final de 4 a 3 em favor do Palmeiras quebrou a invencibilidade de 12 jogos que tinha o Santos em 2010. Essa vitória pode também representar um início de recuperação do time alviverde no Campeonato Paulista, pois é apenas o sétimo com 22 pontos. Já o Santos está sentado na vantagem na liderança da competição, com dez a mais que o rival.

É saboroso quando o futebol proporciona momentos de arte. Apenas jogos assim entram para a história e ficam na memória do torcedor apaixonado por futebol. Vejam clubes, dirigentes, empresários, cartolas da bola, como vale a pena investir. De um lado a garotada do Santos com Robinho. Do outro Diego Souza, Cleiton Xavier e Robert, agora acompanhados dos estreantes Ewerton e Lincoln.

Fica o gosto de quero mais para quem gosta do bom futebol. Para quem acha que clássico nas fases de classificação não serve para nada, está aí. Um belo aperitivo para aquecer ainda mais a rivalidade entre os times. E porque também não ser, quem sabe, algo determinante para as mudanças para um futuro melhor.

FUTEBOL CARIOCA

Não esqueci do futebol Rio de Janeiro. No jogo entre Vasco e Flamengo, basta comparar o poder de decisão de Adriano com o de Dodô. Mas quem brilhou mesmo na noite deste domingo, foi o grande goleiro Bruno defendendo duas cobranças de pênalti. A velha máxima se repete. Um bom time começa por um bom goleiro.

terça-feira, 2 de março de 2010

Robinho brilha e seleção vence a República da Irlanda no ultimo amistoso antes da Copa

Robinho comemora depois de marcar (Foto: AG REUTERS)

No ultimo amistoso da seleção brasileira antes de Copa, diante da Irlanda, no Emirates Estadium, do Estádio no Arsenal, da Inglaterra, muita dificuldade no inicio. Mas, valeu pela vitória por 2 a 0. O time verde e amarelo começou tentando pressionar a saída de bola do time irlandês. Mas quem teve a primeira oportunidade foi Robby Keane, logo aos três minutos. Após tabela na entrada da área, o atacante chutou fraco.

A seleção irlandesa marcava muito bem. Com isso, os comandados de Dunga tinham dificuldade em trocar passes para chegar perto do gol. O primeiro chute veio com Kaká, que arriscou de fora da área aos 11 minutos. A resposta dos atletas de Giovanni Trapattoni veio aos 15. Duff cruzou na medida e Nathan Doyle cabeceou muito bem obrigando a Júlio César fazer grande defesa.

A pressão continuou, assim a equipe brasileira passou a apostar nos contra-ataques. Aos 20 minutos, Robinho recebeu em velocidade e achou Adriano bem posicionado. O Imperador recebeu mas foi travado no momento do chute. Seis minutos depois, o camisa nove da seleção ainda levou perigo novamente em cobrança de falta.

Ambas as seleções erravam muitos passes, por isso as jogadas de perigo eram poucas. No fim da primeira etapa os brasileiros passaram a se movimentar mais, facilitando o toque de bola. E o Brasil abriu o placar justamente em jogada rápida. Maicon achou Robinho, que recebeu em posição irregular e o atacante bateu cruzado. A bola ainda desviou em Keith Andrews e entrou. Contagem aberta favor dos atuais pentacampeões do Mundo aos 43 minutos:1 a 0.


SEGUNDO TEMPO

Na volta para o segundo tempo a equipe de Dunga trocava passes para achar os espaços. Os primeiros 15 minutos da ultima parte não tiveram muito brilho. A partida estava truncada. O jogo esquentou mesmo depois da entrada de Daniel Alves, que já entrou criando grande oportunidade ao pressionar a saída de bola. O coringa da comissão técnica da seleção, que entrou lugar de Ramires, conseguiu roubar a bola, driblar o goleiro e chutou para fora aos 19 minutos.

Aos 24 minutos em nova pressão no campo de ataque, Maicon roubou novamente a bola e Robinho aproveitou a bobeira da defesa para marcar o gol. Mas camisa 11 foi flagrado em posição irregular. Pouco depois o rei das pedaladas perdeu nova chance clara depois de boa jogada de Kaká pela linha de fundo.

A seleção melhorou bastante na etapa final, mesmo com as mudanças feitas. Para notar a evolução, o segundo triunfo veio depois da equipe trocar 22 passes e permanecer por um minuto com a posse de bola. Na jogada, Robinho fez boa tabela na entrada da área com Grafite e colocou no canto para ampliar aos 30 minutos da etapa final.

Depois disso o time de Dunga mandou no jogo. Os jogadores que tiveram oportunidade tentaram aproveitar para mostrar bom futebol, principalmente Grafite que participou de jogadas interessantes. Carlos Eduardo e Daniel Alves também entraram dando bom dinamismo a equipe.

A Irlanda ainda chegou a assustar no finzinho, mas sem conseguir alterar o placar. Fim de jogo: 2 a 0 para o Brasil no ultimo amistoso antes da Copa do Mundo.

FICHA TÉCNICA

BRASIL 2 X O REPÚBLICA DA IRLANDA
LOCAL: EMIRATES ESTADIUM, EM LONDRES(ING).
DATA:02/03/2010
ÁRBITRO: MIKE DEAN (ING)
AUXILIARES: STIVE CHILD (ING) E SIMON BECK (ING)
GOLS: Keith Andrews (contra aos 43' 1T ) e Robinho (aos 31' 2T)

BRASIL: Júlio César; Maicon (Carlos Eduardo), Lúcio (Luisão), Juan e Michel Bastos; Gilberto Silva, Felipe Melo, Ramires (Daniel Alves) e Kaká; Robinho (Nilmar) e Adriano (Grafite)

REPÚBLICA DA IRLANDA:Shay Given; Stephen Kelly, Paul McShane, Sean St Ledger e Kevin Kilbane; Lawrence (McCarthy), Glenn Whelan (Gibson), Andrews e Damien Duff (Aiden Mcgeady); Robbie Keane e Kevin Doyle (Leon Best)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

A reviravolta da cachorrada de Joel

Joel Santana festejando com os seus comandados (Foto:AD)

Costumo dizer que a vida é muito simples, basta ter os pés no chão que tudo dá certo. Embora seja bem verdade, que nem em tudo a soma de dois mais dois resulte sempre quatro. É o caso do imprevisível esporte chamado futebol. O Botafogo começou a temporada desacreditado. Mais que isso. Destroçado pela própria torcida tomada de ódio e ao mesmo tempo paixão, a exemplo do torcedor que ateou fogo na camisa alvinegra.

No mundo da bola também se aplica algumas daquelas frases prontas. Como: “há males que vem para o bem”. No futebol existe hora certa para perder, embora o objetivo seja sempre vencer. A reviravolta da equipe alvinegra começou a ser construída desde após a humilhante goleada sofrida diante do mesmo Vasco que derrotou domingo. Certamente o fato foi determinante na caminhada deste primeiro turno.

O time vencedor desta Taça Guanabara está longe de ser uma grande equipe recheada de craques ou um valioso elenco. No entanto está sob o olhar experiente de Joel Santana. Um grande conhecedor de tudo que se passa dentro e fora das quatro linhas. Mas, também não seremos injustos com os filhotes do “cão de guarda” Joel, pois todos foram muito obedientes.

Ao Vasco, que vem fazendo uma grande campanha talvez tenha faltado mesclar durante a partida, o talento individual de seus craques com o conjunto. Phillipe Coutinho tem um futuro promissor e merece um cuidado especial. O momento é de produzir mais e enfeitar menos, Phillipe!

Apesar de ter sido um jogo de extremo equilíbrio, a maior diferença entre os dois times no domingo foi que o Botafogo teve ciência das suas limitações. Enquanto isso, o Vasco achava que tudo seria fácil como foi no Engenhão. O mais interessante de tudo é que tanto na vitória quanto na derrota tiram-se lições.

É por isso o futebol é tão bom e encanta as multidões.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Dunga deixa Ronaldinho de fora. Gilberto e Kléberson ganham nova chance

Dunga explica situação de Ronaldinho (Foto: autor desconhecido)

A Copa do Mundo se aproxima, a ansiedade aumenta, e a lista de Dunga pouco muda. Mais uma vez Ronaldinho Gaúcho não apareceu dentre os nomes escolhidos para vestir a camisa verde e amarela. O técnico da seleção brasileira apresentou apenas o retorno de Kléberson, do Flamengo e de Gilberto, do Cruzeiro. Fora isso nenhuma grande surpresa na lista dos 22 convocados para o amistoso contra a Irlanda, no próximo dia 2 de março, em Londres, no Emirates Estadium, que pertence ao Arsenal. Este será o ultimo amistoso oficial de preparação do time antes da estréia da Copa, que será no dia 15 de junho diante da Coréia do Norte, em Jonhannesburg.

Durante a entrevista coletiva, o técnico da seleção canarinho teve trabalho para driblar a imprensa que tinha grande expectativa da volta de Ronaldinho Gaúcho ao selecionado. Embora não descarte de vez o retorno do craque, o comandante foi objetivo ao falar sobre o assunto.

- Todos têm chances. Nós analisamos e procuramos opções para o grupo. Neste momento o Ronaldinho não faz parte – comentou.

Dunga também comentou sobre a presença de Gilberto, que é lateral esquerdo de origem, mas vem atuando como meia no Cruzeiro.

-Gilberto vem como lateral. É experiente, conhece bem a posição. Vamos trazê-lo para observá-lo. O jogador já esteve conosco - disse o treinador.

Em relação ao meia Kléberson, Dunga fez questão de ressaltar a experiência do jogador que tem uma Copa do Mundo em seu currículo e vive um bom momento no clube.

- É um jogador que conhecemos, já disputou um Mundial, fez um bom campeonato no ano passado e agora voltou a viver um bom momento. Vamos observar mais uma vez -finalizou.

VEJA A LISTA COMPLETA:

GOLEIROS
Julio César (Inter de Milão)
Doni (Roma)

LATERAIS
Maicon (Inter de Milão)
Daniel Alves (Barcelona)
Gilberto (Cruzeiro)
Michel Bastos (Lyon)

ZAGUEIROS
Juan (Roma)
Lúcio (Inter de Milão)
Luisão (Benfica)
Thiago Silva (Milan)

VOLANTES
Gilberto Silva (Panathinaikos)
Josué (Wolfsburg)
Felipe Melo (Juventus)

MEIAS
Kaká (Real Madrid)
Ramires (Benfica)
Elano (Galatasaray)
Julio Baptista (Roma)
Kleberson (Flamengo)

ATACANTES
Robinho (Santos)
Adriano (Flamengo)
Nilmar (Villarreal)
Luis Fabiano (Sevilla)

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

Mais um jogo histórico

O Maracanã viveu no ultimo domingo mais uma de suas noites históricas. Um clássico com cara de clássico. Um Fla-Flu com devido brilho que jamais se perdeu. É muito bom ver o crescimento do futebol do Rio de Janeiro nos últimos tempos.

A espetacular recuperação do time de Andrade no segundo tempo teve o dedo do treinador, aliado ao brilho do talento do ataque de Adriano e Vagner Love. Faz diferença a alta qualidade técnica e o poder de decisão destes jogadores. Ao também bom time do Fluminense, talvez tenha faltado um pouco mais de experiência. O time de Cuca ainda sofre muito quando não tem Fred no comando de ataque.

Algo interessante para se observar é a boa média de gols no Campeonato Carioca. A incessante busca pelo gol a todo instante. O gol é a máxima do futebol. É prazeroso ver um clássico tão movimentado, onde o Flamengo mesmo com um a menos, não se acovardou em nenhum momento. E esse foi grande mérito do time vencedor.

Que o nosso futebol continue crescendo preservando o jogo para frente, investindo em qualidade visando o futebol arte. No final das contas, quem não ataca, perde.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Felicidade Futebol Clube

Robinho e as suas marcantes pedaladas pelo Santos em 2002

O quarteto está de volta. Não, leitor. Não é aquele apelidado de fantástico que não fez nada na Copa de 2006. Curiosamente são os atacantes que estiveram no último Mundial com a seleção brasileira. O caminho de volta começou com Ronaldo. Depois Adriano e Fred. Agora, é a vez de Robinho.

Quase quatro anos se passaram e eles estão no futebol de onde surgiram. Todos eles sem sombra de dúvida vieram para cá em busca do “Felicidade Futebol Clube”. De volta as origens. Ficar perto da família, dos amigos, do seu povo para ter em campo motivação. Assim, o talento ressurge de dentro do peito como a criança que nasce apaixonada pelo objeto chamado bola. A conseqüência é o rendimento dentro de campo que volta a ser aquele que conhecemos.

Bom negócio para os clubes? Vejamos: Corinthians papou simplesmente o Paulista e a Copa do Brasil ano passado com a ajuda do fenômeno. Que beleza, Ronaldo! O Flamengo teve em Adriano o artilheiro do brasileirão conquistado. Muito bem, Imperador! E o tricolor carioca se livrou do rebaixamento com os gols mais do que importantes de Fred. Maravilha, Fred! E agora, Santos?

A volta do rei das pedaladas é motivo de alegria para o nosso futebol. É um dos homens de confiança de Dunga e fez por merecer este cargo. Precisa apenas reencontrar sua paz em campo, marcar seus gols para estar bem até a Copa. Também não podemos recriminar Robinho, por não atuar nestes seis meses, em competições de grande nível técnico. Afinal por tudo que já fez o astro santista não precisa provar seu talento para ninguém.

Agora é só pedalar, Robinho!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A vez do dentuço

Ronaldinho comemora gol com camisa do Milan. Foto: Autor desconhecido

A alegria está de volta, e o futebol também. O semblante de Ronaldinho Gaúcho voltou a ser aquele que lembra seus tempos de Barcelona. O camisa 80 do Milan precisava apenas disso para fazer o que melhor sabe: brincar de jogar bola. Era assim que fazia quando menino em seu surgimento, com as malícias de quem faz arte e começa a rir.

Esqueçamos, por ora, o posicionamento, a condição física boa ou má, com quem está jogando ou com quem irá jogar. E os números? Deixa pra lá, né! Basta ver o que ele fez nos últimos jogos. Mas, se quiser dar uma olhadinha no papel, não irá perder seu tempo.

Ronaldinho Gaúcho não precisa de boletim para ser Ronaldinho Gaúcho. O que importa é que a felicidade lhe faz jogar bola. Dizer que só joga em clube? Uma grande injustiça. Jogar bem depende apenas do seu espírito despertar para isso. Sua cabeça lhe permitir fazer fluir seu jogo.

Faz bem lembrar também, do ainda jovem Ronaldinho contra a Inglaterra em 2002. O que seria de nós se não fosse sua genialidade com seu magistral gol de falta e seu drible desconcertante na zaga Inglesa? Sua Copa das Confederações em 2005, tampouco se joga fora.

A grande questão é que Ronaldo de Assis Moreira está dando sinais de amadurecimento. Há quem diga que grandes jogadores têm o seu grande apogeu, entre os 26 e 30 anos.Os maiores de todos os tempos tiveram as suas Copas para timbrar ainda mais seus nomes no futebol mundial. Pelé em 58 e 70, Garrincha em 62, Romário em 94 e Ronaldo Fenômeno em 2002. Quem sabe essa não será a vez de Gaúcho?

Agora depende do próprio fazer acontecer. Salve o futebol arte!