quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Futebol Brasileiro: Arte. "Vai pra lá que eu vou pra cá"

A Seleção Brasileira devolveu ao povo o que ele merece, o espetáculo.Isso poque, o que se viu no Maior Estádio do Mundo em plena noite de quarta-feira, foi celestial. Grande mérito agrega-se também ao contexto da torcida maravilhosa que fez reverência aos grandes craques, que aqui não atuavam há um bom tempo, momento marcante, lugar que inclusive Love foi o debutante da noite.

O time de Dunga, fez o seu papel num jogo que parecia ser morno e sem o brilho esperado pela torcida, e por toda a imprensa.Mas mais uma vez o lampejo do craque, a magia da alegria que seduz cada vez mais o fanatismo do futebol, _principalmente do Brasileiro_, resolveu o jogo no detalhe.O time soltou-se num momento da partida que parecia crucial, talvez isso se deva à calma para resolver a situação, e é importante saber distinguir isto de falta de atitude o que tinha se notado no jogo anterior.

A torcida carioca é exigente todos sabem, mas comportou-se muito bem, é natural que se cobre muito de uma seleção que tem nada menos que três jogadores dentre os melhores do mundo, embora Robinho não esteja dentre os trinta da FIFA , _e nem precisa constar_ basta falar um "vai pra lá que eu vou pra cá", e mais nada, todo mundo entende a linguagem universal do futebol do menino travesso, que tem o mundo da bola aos seus pés.

Grande passo se deu para que o Maracanã seja a mais nova casa da seleção canarinho, e um maior ainda o time no rumo das eliminatórias. Ainda que em meio à algumas desconfianças.

A seleção está no caminho certo,nota-se evolução.

Um abraço a todos... deixe o seu golaço!

Carlos Eduardo Bailey Braga.


















segunda-feira, 15 de outubro de 2007

O que falta à Orquestra?


Cada vez mais percebe-se no futebol que não é só o talento individual que decide uma partida.Talvez,o que é chamado de futebol moderno seja muito mais que isso, embora o futebol seja sempre alimentado e construído pelo talento do atleta diferenciado que rege o espetáculo.
Mas na realidade para este sobressair-se diante das mais diversas situações que o jogo
impõe, é nescessário que primeiramente o conjunto consiga se entender para a orquestra funcionar bem.

Dunga tem em mãos o que qualquer treinador no mundo gostaria de ter;Jogares talentosos.
Isto é, de quebra, em abundancia, fato capaz de por até dúvida na hora de escalar sua equipe.Mas o que fica claro, é que " selecionador" Dunga confunde-se até demais com tudo que tem a seu dispor.Não se sabe exatamente, o que ele planeja durante uma partida e os motivos de suas mudanças.A seleção tem sim uma base? sim, tem a sua base de um ao onze,mas talvez não tenha o mais importante; um esquema tático definido. Com isso tanto jogadores em campo,quanto o próprio treinador na hora de mudar ao dercorrer dos noventa minutos tem seus trabalhos dificultados.

Talvez seja inquestionável o trabalho do atual "treineiro",pelo fato da conquista recente da Copa América.Há de se concordar é verdade, foi uma conquista importante ainda que com um futebol "sem sal".Porém constata-se que lhe falta recursos táticos, o verdadeiro conhecimento, a leitura do jogo no momento certo, coisa que é no futebol moderno um trunfo capaz de diferenciar uma equipe da outra, para e levar para casa os famosos três pontos.O questionamento do jogo contra a Colombia não deve apenas á postura conformada adotada pelos jogadores em campo, desde o inicio do jogo.Também deve atribuir-se também a maneira como Dunga conduziu a situação, já que sua primeira opção treinada era trocar Wagner love por Elano e tentar aproveitar mais o talento do trio de ouro. Noves fora os fatores extra-campo, que pode ter difucultado este ou aquele, há de se convir que foi a seleção Brasileira que desta vez não foi capaz de produzir sequer o chamado futebol eficiente.

Em meio a tudo isto,a falta do centroavante do naipe de Careca,Romário,Ronaldo... é só um detalhe no final das contas. O Maracanã, um verdadeiro templo do futebol que se encarregue de levar a inspiração dos deuses da bola aos atuais canarinhos.

Enfim, sem maestro não tem orquestra. E nem sintonia.

Um abraço a todos.

Carlos Eduardo Bailey Braga.

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

Os tempos românticos do futebol.

O momento do futebol Brasileiro é no mínimo interessante, isto porque na realidade o que se percebe, é a volta do interesse do público em comparecer ao estádio,por mais que nem todos os clubes de enorme grandeza estejam no lugar onde suas histórias reservam seus respectivos postos.Contudo, o torcedor está aprendendo a conviver com o momento e fazendo disto, um motivo a mais para ajudar o seu time de alguma maneira como vem fazendo a torcida do flamengo ultimamente.

E o Fla x Flu no fim de semana, que bateu recorde de público foi capaz de fazer o torcedor viajar no tempo, entre os tempos classícos do futebol _ que tinha suas arquibancadas lotadas _ e os modernos, onde o que decide um jogo é cada vez mais o conjunto e o estudo do jogo do adversário. Mais ainda, quando se fala nas opções que um treinador tem ou não para surpreender.Talvez esta seja uma das explicações para o placar de 2 a 0 a favor do time tricolor.

Tentando encontrar explicações também deve estar o técnico do Vasco que em turbulência,arrancava um empate suado até aos 43 minutos do segundo tempo, quando o goleiro Silvio Luiz falhou, e o time cruzmaltino deixou de trazer um ponto importante fora de casa diante do Atlético Paranaense,o resultado poderia amenizar a má fase do time de São Januário, que enfrenta dificuldades na disputa de duas competições simultaneamente.

O Inexplicável, improvável e quase que impossivel nos tempos modernos do futebol brasileiro, é uma reconcilação entre um treinador e uma diretoria.Mas aconteceu, é inédito.Tratando-se de Botafogo tudo é possivel diga-se de passagem. Na realidade o namoro de 16 meses de mestre Cuca e seu fogão não poderia terminar assim. É preciso lembrar também a forma tão pequena como Marío Sergio recebeu o Botafogo, chegou falando em rebaixamento palavra a qual não se falava há mais de 2 anos em General Severiano,talvez este tenha percebido que não estava no lugar certo e se redimiu diante de sua inexperiência e fraqueza.

Cuca pode ser um bom exemplo a ser seguido daqui para diante. É um ser humano como qualquer outro, mas que acredita no valor das coisas para que a chama da paixão continue acesa,por mais quem nem sempre os tempos sejam os melhores, acredita na sua humildade e reconhecimento para continuar o seu bom trabalho.

Talvez seja a volta dos tempos românticos do futebol.No fim das contas o tempo é rico.

Boa semana para todos!!

Carlos Eduardo Bailey Braga.

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Futebol:Limites e perguntas.

“Um é pouco, dois é bom, três é demais” é um ditado. Mas na linguagem do futebol, um já é demais, isto porque os limites se encontram sempre em pólos, como entre céu
e inferno.É normal que todos tenham noção, tratando-se deste esporte que supera limites capaz de transformar semblantes de milhares de pessoas fazendo a alegria de uns e tristeza e outros em uma fração de segundo.

Porém, o que aconteceu o alvinegro carioca na semana que passou, é capaz de superar qualquer coisa, ultrapassando as barreiras do “impossível” como;acidente,falha,combinação,erro,conspiração, coisas assim até chegar ao limite de grotesco.

O limite chegou ao fim para treinador o Cuca, que se envergonhara do ocorrido e com razão, tamanha a falta de postura com que seus atletas estiveram em campo.A relação de Cuca,talvez seja como em um relacionamento amoroso desgastado, que precisa de um tempo porque na realidade nem Cuca, nem Botafogo estão satisfeitos, dito até pelo ex-treinador, que não se vê trabalhando em outro lugar por enquanto, por mais que a vida siga adiante.

Exemplo de “vitória” até na derrota, deu o futebol feminino, foi vice campeão mundial mas perdendo com respeito e dignidade, diferente do que acontece em outras situações,
como a do time de General Severiano na ultima quinta-feira.

Entre todas estas lendas e coisas mirabolantes do futebol, não se pode esquecer, que ele é decidido dentro de suas quatro linhas e que atitude faz a diferença, e para encarar de frente os problemas, sejam eles extra campo ou não, a exemplo da reação do Vasco buscando a classificação com uma virada, aplicando o placar 3 x 0 diante do Lanús.

No fim de semana o tropeço do tricolor carioca esbarrou na ausência de Thiago Neves, a derrota acabou maléfica tanto para o clube, quanto para o jogador que continua refém de sua renovação contratual.

E o Flamengo que vem se reabilitando e estabelecendo com suor dentro das suas metas,dará um bom trabalho ao líder São Paulo. Noves fora seu objetivo de se livrar do rebaixamento,o Maracanã estará cheio, na verdade,este é o trunfo que faz a diferença para o time da Gávea.

O detalhe da semana,é a contagem regressiva para Brasil X Equador no maior Estádio do Mundo, Cidade maravilhosa. Uma pergunta fica no ar. O que esperar deste jogo,futebol arte?ou as invenções do laboratório Dunga?

Boa semana para todos.

domingo, 23 de setembro de 2007

O fim de semana no futebol globalizado.

Futebol: Sinônimo de alegria,esperança e espetáculo.Esporte que hoje não é simplismente apenas isso, é muito mais, devido ás mudanças que ocorerram com o mundo globalizado.Falando em alegria, como é bom ver Pelé, o rei do futebol e Didi mocó o rei do riso, em uma roda de jornalistas relembrando fatos de um tempo épico, onde diga-se de passagem o rei do futebol pedia sempre em suas orações antes dos jogos, que gols saissem para fazer a alegria dos torcedores que no estádio compareciam.

A realidade de hoje é diferente,o futebol não é mais apenas o talento que aflora daqueles a quem pertence.No mundo atual, detalhes fazem a diferença a todo momento, é verdade.Mas não é só o individual do craque decide uma partida no lampejo de sua inspiração,
conjunto e o planejamento são palavras chave para o sucesso de um clube no mundo do futebol globalizado.

Esta talvez seja a resposta, não só para a pergunta do porque os melhores jogadores não atuam em seu País de origem, é também uma das explicações da distancia a qual se encontra o São Paulo , dos demais clubes do Brasil.O fato é que este se adequa cada vez mais rápido ao fator adverso que o mercado nos impoõe,e ainda assim sendo um líder de verdade mesmo após perder nomes como Ilsinho e Josué.

No balanço das redes do final do fim de semana, os times cariocas mostraram que esta reta final e crucial é fruto exatamente de quem se planeja mais.O Fluminense que já fez o seu papel no ano,apenas lapida a cada jogo o seu planejamento que é a Libertadores do próximo ano, que já está garantida e soube aproxeitar-se da desorganização e do cansaço do Botafogo que ainda busca a sua vaga.Talvez para alvinegro do mestre Cuca, falte ingredientes para repor melhor sua equipe nesta maratona na reta final e sobreviver ás duas competiçoes, e repetir atuações como a diante do River Plate na ultima quarta-feira.

O Vasco que passa por uma turbulência,sofreu diante da raposa que papou mais uma afim de encostar no líder, nada demais,porém a torcida não gostou nada do que fez o técnico Celso Roth. São os velhos altos e baixos do Futebol.
E o Flamengo que empatou com o Juventude,viu um "Toró cair", não Toró seu jogador, sim uma chuva que atrapalhou o rumo da partida que não era ruim,porém o resultado acabou péssimo para os dois que continuam no risco do rebaixamento.

Este é o momento crucial, onde cada equipe no detalhe atinge ou não o seu objetivo.No fim das contas ninguém é dono do tempo.

Boa semana a todos.

Carlos Eduardo Bailey Braga.