terça-feira, 9 de junho de 2009

Kaká: Mais que um jogador


Kaká não é apenas um jogador de futebol, é um esportista. Um jogador de alto nível, que deseja alcançar e se manter na plenitude de alguém que quer ter o próprio reconhecimento, uma história acima de tudo. Há algum tempo se especula esse craque, aqui ou ali. Mas não é assim. Alguém como Ricardo Izecson do Santos Leite, é um exemplo para aqueles que abrem mão do sucesso e do amor ao clube por uns dólares ou euros a mais. Inteligentemente, sabe do que é capaz e faz ele muito bem de colocar a serviço o seu raro talento, onde continuará podendo ser quem é.

Escolha por escolha, amor por amor, o jogador declara que ficaria no Milan. Lá é um grande ídolo com todos os méritos por tudo que fez, e por tudo que já fizeram por ele. Um dos grandes ápices do futebol é a paixão, a idolatria. É amar, e ser amado por um clube. E isso nunca ninguém tirará de Kaká.

Se a vida é feita de desafios e sonhos, o jogador está fazendo algo bom e que nunca negou. Jogar num dos clubes mais antigos e tradicionais do mundo, sempre foi um dos seus desejos. Pode não ter sido por uma escolha própria, pois a crise deu aquele empurrãozinho. No mundo globalizado de hoje é preciso se adequar às necessidades impostas pelo momento das cifras milionárias dos seus € 65 milhões.

Seu talento transfere-se para o Real Madrid, mas a história fica. Agora o sucesso é uma mera consequência da sua arte e idolatria que pretende conquistar na Espanha.

Buena suerte, Kaká!
Saiba também:

segunda-feira, 1 de junho de 2009

Donos do espetáculo

Foto: Site oficial da CBF

A Copa do mundo é nossa! Com as 12 cidades escolhidas que receberão o evento, agora a contagem é regressiva. O nosso futebol considerado o melhor do mundo, terá em seus palcos o maior evento do mundo, quando se fala deste esporte. Precisaremos até lá, não só montar o melhor time para ganhar a competição. Talento com a bola nos pés nunca falta ao Brasileiro. Precisamos fazer a valer à pena, e ser bons também fora de campo. Mostrar ao mundo que temos competência para fazer um grande espetáculo.

Investimento é o que não falta para as cidades escolhidas: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Brasília, Curitiba, Recife, Fortaleza, Salvador, Manaus, Cuiabá e Natal. A rede pública e também a iniciativa privada, serão as principais fontes financeiras responsáveis pela construção da infra-estrutura do evento. Porém, é preciso analisar algumas escolhas, como a de Cuiabá-MT por exemplo. O estádio Presidente Dutra, será reformado um com valor estipulado em R$ 300 milhões, onde os desconhecidos Mixto, Dom Bosco e Operário, times da capital, serão os donos.

Nosso País embora hoje não tenha condições, começa agora a engatinhar no crescimento como estrutura e organização, para ser cada vez mais dono do mundo quando o assunto é futebol. O que se quer ver daqui a cinco anos, é a organização ser capaz de dar conta desta estrutura fenomenal que teremos. E, que o povo também possa se educar e se conscientizar, de que para ter as coisas em boas condições, é preciso preservá-las com o carinho.
Agora é comemorar, e, se organizar!

Parabéns, Brasil!

PITACOS DO BRASILEIRÃO

O Imperador voltou e mostrou alegria, disposição e o que a torcida mais quer ver: Gol. Espera-se que o sucesso não suba a cabeça e faça uma festança para comemorar. Alô, Adriano! O campeonato está só começando...

E nesse começo, o Internacional está mesmo fulminante. Mesmo com vários reservas, os gaúchos mantêm os 100% de aproveitamento. Vai ser difícil segurar esse time, hein!

Acordem Botafogo e Fluminense! Estes cariocas precisam e muito se acertar com rapidez. Para o alvinegro, se contentar só com a volta de Lúcio Flávio é muito pouco. Já para o tricolor... O assunto também não passa longe de reforços e falta de experiência.

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Um jogo épico

Foto: Agência Getty/ Images

A Europa está colorida em azul e grená. Com todos os méritos, o Barcelona conquista o velho continente com o seu futebol eficiente. No duelo individual entre Messi e Cristiano Ronaldo, indiscutivelmente os melhores jogadores do mundo, o Argentino levou a melhor. E porque foi assim? Seu futebol é a mescla da criatividade do craque, com a objetividade de quem conhece o caminho do gol.

O jogo por si só, não foi um grande espetáculo. A abertura da partida, sim, foi algo à altura do épico estádio olímpico de Roma. A partida começou muito movimentada. Em oito minutos de bola rolando, Ronaldo já havia chutado três vezes a gol, levando muito perigo. E como no futebol, a máxima do “quem não faz leva” costuma prevalecer, na primeira oportunidade, o decisivo Samuel Eto'o, abriu o placar. Depois disso o Barcelona passou a dominar o jogo até o apito final.

Pode se dizer, que o ponto crucial do time espanhol, é o tipo inteligente de jogo que aplica. Um meio campo moderno; Com criatividade, movimentação e muita experiência. Xavi e Iniesta, incansáveis. Eo talento de Lionel Messi, dá o toque especial, com a arte e a eficiência de um melhor do mundo.

A filosofia do Treinador Josep Guardiola também se destaca. Passou toda a confiança para seus atletas e acredita no seu trabalho. Certamente começa a surgir mais um grande treinador do futebol mundial.

Comemora, "Catalunha" !

terça-feira, 26 de maio de 2009

Refletindo pela janela


É tempo de abrir os olhos, os cofres e olhar para os horizontes. O futebol Brasileiro convive com a famosa janela de transferências que acontece sempre no meio do ano. Inevitável. Os que se destacam por aqui arrumam as malas na primeira oportunidade. A discussão recente traz a possibilidade, de nos adequarmos ao calendário do velho continente.

Eis a questão. Será que somos capazes de nos organizarmos como eles? Será que nossos costumes, clima, rotina e tudo mais conseguirá ser modificada? O que acontece, é que ainda não estamos preparados para isso. Além do mais, os clubes e federações, não têm interesse em mudar algo que, de certa forma, mantém os clubes quebrados com a venda de um ou outro por aí.

Pensando racionalmente, mudar o calendário seria melhor para o planejamento dos clubes, que não perderiam jogadores em meio de temporada. O fato é que lá fora a coisa se respeita com categoria, aqui não. Lá fora, em dezembro, eles têm lá suas regras que são respeitadas.

Aqui é tudo uma bagunça. Eu gostaria de entender a diferença dos contratos do Adriano (Flamengo), do Fred (Fluminense que chegou em março) e do Michael (Botafogo). Porque será que o último não pode ser inscrito?

Falando em reforços, a perspectiva dos cariocas para esse campeonato brasileiro, não são boas. Precisam se reforçar muito para sonhar alto. E mais, se não querem ficar na beira do abismo como fez o Vasco na temporada passada e acabar caindo, é bom começar logo a fazer as mudanças.Está na hora de arrumar a bagunça.

Ou então, no ano que vêm o assunto vai ser apenas série B.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

Convocação da seleção brasileira



O técnico Dunga convocou na última quinta-feira, (21), os jogadores que irão disputar os dois próximos jogos contra Uruguai e Paraguai, pelas eliminatórias da copa do mundo da África do Sul em 2010. A mesma lista serve para a Copa das Confederações que se inicia em junho.

Um dos principais assuntos da coletiva concedida por Dunga, foi a não convocação de Ronaldinho Gaucho. Confira parte da entrevista no vídeo acima.

Segue abaixo a lista dos convocados:

Goleiros: Julio César (Internazionale), Gomes (Tottenham), Victor (Grêmio).

Laterais: Maicon (Internazionale), Daniel Alves (Barcelona), Kleber (Internacional), André Santos (Corinthians).

Zagueiros: Alex (Chelsea), Juan (Roma), Lúcio (Bayern de Munique), Luisão (Benfica).

Meio-campistas: Anderson (Manchester United), Gilberto Silva (Panathinaikos), Josué (Wolfsburg), Ramires (Cruzeiro), Elano (Manchester City), Felipe Melo (Fiorentina), Júlio Baptista (Roma), Kaká (Milan).

Atacantes: Alexandre Pato (Milan), Luís Fabiano (Sevilla), Nilmar (Internacional), Robinho (Manchester City).

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jogo dos três toques

A partida da noite desta quarta-feira, não foi apenas uma simples partida entre Fluminense e Corinthians. Atrativos à parte, Ronaldo e Fred, carregam em seus currículos suas histórias e muito talento, algo capaz de levar um torcedor de outro time ao estádio, para assistir a partida. E não tive como perder a oportunidade de ver isso de perto. Contudo, a história do jogo de ontem acabou tendo destaque mais coletivo do que individual.

O jogo em si, pelo lado do time visitante, aconteceu dentro do previsível. Trabalhar a bola com facilidade, e jogar no erro do dono da casa. Observem o time de Mano Menezes. Seus jogadores não dão mais que três toques na bola e o jogo segue. Pode se dizer também, que a vantagem construída no primeiro jogo, deu uma tranqüilidade maior para que a partida se desenhasse assim.

Cada vez mais, o futebol moderno mostra que o coletivo precisa ser bom para o talento individual aparecer. No caso do time de Parreira, falta e muito nesse sentido. Seus laterais quase nulos ofensivamente, a saída de bola então, muita dificuldade. Nessas situações insistir no passe longo, só dificulta o jogo, e foi assim todo o primeiro tempo.

Quando tudo parecia melhorar com as mudanças no intervalo, já era tarde demais. Talvez o grande erro do time tricolor ontem, tenha sido a pressa que começou para resolver o jogo. Certamente falta um pouco de experiência para os talentosos, Thiago Neves, Conca e Maicon por exemplo.

E disso, quem se encarrega é o tempo.

Um abraço a todos.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Romantismo no futebol

Foto: Autor desconhecido.

É plausível a justa homenagem feita no Engenhão ao ex-jogador do Botafogo e da Seleção Brasileira Nilton Santos, aniversariante do último sábado completando seus 84 anos. Detalhe, vestiu apenas estas duas camisas enquanto jogador. O esporte, principalmente o futebol é especial, pois o passado se revive em segundos, em imagens, fotografias, arquivos, conquistas e lembranças de pessoas que fizeram uma história digna de um grande reconhecimento.

A trajetória de sucesso do futebol no nosso País, passa por tantos nomes importantes que é difícil lembrar todos, mas não podem cair no esquecimento dos clubes e entidades por onde passaram. A imprensa não cansa de cobrar da CBF principalmente, uma homenagem e também uma ajuda a aqueles que fizeram por nós, em uma época totalmente diferente, onde as cifras não mandavam e sim o talento de cada um.

Hoje, tudo anda muito corriqueiro. O craque joga seis meses aqui e faz as malas. Não quer mais a história de sucesso, e sim o luxo daqui a algum tempo. Não quer o reconhecimento daqui a algum tempo. Não é questão de ser contra a fazer uma carreira aqui ou ali, tampouco deixar passar oportunidades que, ás vezes, podem ser perdidas. Contudo, essas mudanças todas fazem valer cada vez mais aqueles que viveram uma era de “romantismo no futebol”. E não do capitalismo no futebol.

Parabéns, Nilton Santos!

Uma boa semana a todos.