terça-feira, 3 de novembro de 2009

Receita da reta final

Reta final de Campeonato Brasileiro. Chegou a hora do momento decisivo, onde equilíbrio deverá ser superado pela qualidade técnica, com uma pitadinha de conjunto. Este é o caminho aqueles que sonham com o título e Libertadores. O mesmo serve para os que brigam para se manter na primeira divisão.

Começando pela parte de trás tabela. Na receita para tirar o Fluminense da degola, “mestre Cuca” conseguiu encontrar a solução, no tempero do talento de Fred. Bom conhecedor de comida mineira, o camisa nove tricolor deu conta do recado direitinho. Respira o tricolor com virada sensacional!

No Botafogo, a vitória fora de casa diante do Internacional foi mais que um alívio para os alvinegros. Quando o gás do Fogão estava perto de acabar, Juninho fez o gol mais importante do campeonato para o time de General Severiano. Agora é hora de manter o desempenho. Também é bom ficar de olho na Sul-Americana. É um título internacional em jogo.

Na Gávea reina a paz. Bruno está em grande fase e Adriano tem sido decisivo. Andrade, bom conhecedor do ninho do Urubu, sabe como alimentar seus comandados. Entrou no sonhado G-4. Se continuar assim vai brigar pelo título até a última rodada.

Para finalizar, o Vasco está com o seu futuro escrito. Volta para a elite praticamente garantida. O problema é que o bacalhau parece ter cozido um pouco cedo demais. Muita ilusão, pouco time. A realidade é que a equipe de São Januário não vem jogando bem e precisará fazer muito para estar entre os melhores em 2010.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O talento de hoje e de ontem

O Campeonato Brasileiro de 2009 vem tendo o destaque de jogadores já conhecidos, como Petkovic, do Flamengo. Mérito grande para o próprio e ótimo para o nosso futebol, pois enriquece com grandes craques nos gramados. Bem interessante também, para o clube que apostou em sua experiência por acaso.

Talento ninguém perde, ninguém desaprende a jogar bola. Os experientes e veteranos estão sobrando na competição. A grande verdade é que o camisa 43 do time rubro-negro vem dando uma verdadeira aula de futebol, no auge dos seus 37 anos de idade.

Mas fica também uma pergunta no ar: Para onde estão indo as nossas revelações? Onde estão os novos Robinhos, Diegos, Kakás e Ronaldinhos? Alguma coisa de errado está acontecendo. Ou, nossas jóias estão ficando escassas, ou sendo mal aproveitadas. Talvez estejam sendo valorizadas cedo demais.

A grande realidade, é que eles viram estrelas, sem nem mesmo estar nos profissionais. A expectativa que se gera, é enorme na garotada. Por exemplo: Phillipe Coutinho (Vasco) foi vendido aos 15 anos. Neymar, já era “o novo Robinho” no Santos aos 16. Paulo Henrique é tido “o Zito II”. Alex Teixeira vale milhões de Euros e Douglas Costa, reserva do Grêmio, é cobiçado pelo Manchester para substituir Cristiano Ronaldo. Tudo uma grande loucura.

Creio que deveriam ter mais cuidado com as novas gerações do nosso futebol. Certamente, não estamos tendo oportunidade de conhecer os verdadeiros novos craques em campo. Alguma coisa precisa ser feira urgentemente. Se não, quando os talentosos realmente pararem de jogar, só vai restar a saudade.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Seleção empata com a Venezuela na despedida das Eliminatórias

Felipe Luis observa atentamente Lucas disputando a bola.

Com um a menos, seleção não consegue fazer o placar sair do zero

Na despedida do Brasil nas Eliminatórias, o Brasil empatou em 0 a 0 com a Venezuela, nesta quarta-feira, no Estádio Morenão, em Campo Grande. O time brasileiro terminou a competição com 34 pontos e está momentâneamente em segundo lugar, pois ainda depende do resultado do jogo do rival Paraguai . Já o time advesrsário, está fora da Copa do Mundo, pois somou apenas 22 pontos e está sem sexto lugar.

A partida começou com a seleção brasileira candenciando, com muito estudo do adversário. A dificuldade do jogo era imposta pelo time venezuelano, que tinha todos os jogadores atrás da linha da bola e difultava a saida de jogo do time brasileiro. As principais investidas do time de Dunga eram sempre pelo lado direito com Maicon.

O time visitante chegou primeiro com perigo. Em cobrança de escanteio, Maldonado quase marcou gol Olímpico aos 12 minutos. A primeira finalização do time brasileiro foi com Luis Fabiano. O camisa nove recebeu na entrada da área e sem opções para tocar, chutou por cima aos 19 .

Aos poucos o Brasil foi se soltando no jogo. Foram nas tabelas de Kaká com Luis Fabiano, que as melhores jogadas do Brasil apareceram. Numa delas, o camisa 10 sofreu falta perigosa na entrada da área aos 25. Depois, o atacante aproveitou bela deixada em corta-luz do meia, invadiu a área e ia driblando o goleiro Vega. O jogador caiu dentro da área em lance duvidoso, mas o árbitro não marcou nada aos 33 minutos.
Já no finzinho da primeira etapa que não teve o placar alterado, o time visitante ainda assustou em cabeçada de Maldonado, mas Júlio César fez defesa com segurança.
SEGUNDO TEMPO

Na etapa final, o time brasileiro começou imprimindo mais velocidade no jogo. A imprecisão no passe e o nervosismo atrapalhavam as jogadas mais perto da área Aos dez minutos, veio uma surpresa negativa. Miranda subiu para disputar uma bola de forma atabalhoada, acertou com o braço no rosto do adversário e foi expulso. O zagueiro brasileiro nem tinha cartão amarelo.

Mesmo com a expulsão, o Brasil não se intimidou no jogo. Incrivelmente o time de Dunga tinha mais posse de bola e pressionava de diversas formas. A seleção tocava bem a bola e chegou com perigo em mais um cruzamento de Maicon. Luis Fabiano acreditou numa jogada que parecia perdida. O brasileiro finalizou de primeira, mesmo meio torto e por pouco abriu o placar aos 16 minutos. O zagueiro Arango tirou na raça, quase encima da linha.

O time brasileiro tomou conta do jogo e foi melhor durante toda a segunda etapa. Com o tempo, Dunga teve que realizar as substituições, pois era visível o desgaste da equipe por jogar com um a menos desde o inicio do segundo tempo. Enquanto isso, os visitantes continuavam abusando das faltas, que o árbitro ignorava. Quando tinham a posse de bola, só apostava nos contra-ataques.

Mas o time do Brasil guerreiro. Comandado pela boa atuação de Kaká, não desistiu até o apito final. E foi o camisa 10 do Brasil, que proporcionou a jogada mais bonita do jogo. Ele deu um belo chute de fora da área, aos 43 minutos. Desta vez, a bola foi rasteirinha, com efeito, mas ela bateu na trave, andou caprichosamente na linha e saiu.

Elano ainda tentou chute de fora da área no último minuto, mas não havia mais tempo para mudar o placar da partida. Fim de jogo: 0 x 0.

Ficha do jogo:

BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

Local: Estádio Morenão, em Campo Grande. Data:14/10/2009 amarelos: Cartões amerelos: Luis Fabiano, Luisão (BRAl); Chacon, Vizcarrondo, Di Giorgi, Granados (VEN).
Cartões vermelhos: Miranda(BRA) Árbitro: Victor Carrillo (PER). Auxiliares: César Escano (PER) e Luis Abaddie (PER). Renda: 2.562.925,00. Público: 23.746 pagantes.


BRASIL: Julio César, Maicon, Miranda, Luisão e Felipe Luís (Alex); Gilberto Silva, Lucas, Ramires (Elano) e Kaká; Nilmar e Luis Fabiano (Diego Tardelli). Tec: Dunga

VENEZUELA:Vega, Chacón, Rey, Viscarrondo e Granados; Lucena, Di Giorgi, Ríncon (Seijas) e Arango (Fedor); Moreno (Rondón) e Maldonado. Tec: César Farias.

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Será que estamos podendo?!


A contagem é regressiva para o anúncio oficial do COI da sede das Olimpíadas de 2016. Muita expectativa, gafes, piadas em coletivas, tudo girando entorno da Cidade do Rio de Janeiro, a qual tem apelido de “Maravilhosa” é uma forte candidata a conquistar algo inédito. Certamente caso isto realmente se concretize será um passo grande para o desenvolvimento de nosso País, isto é bem verdade.

Observando: Uma coisa que faz parte da característica de nosso povo é o famoso “oba-oba”. Se acaba a crise, todo mundo gasta sem escrúpulo algum. Se a seleção brasileira está bem, já ganhou a competição. São só exemplos. Nesta candidatura o clima é semelhante. Agora fica a pergunta: Será que estamos podendo tanto assim? Será mesmo que o nosso projeto é eficaz ao ponto de bater as outras potências? Será que a onda de violência, debaixo das asas de Joseph Blatter esta semana, não assustou a ninguém?

Bom, acho que não preciso citar todos os problemas em que sofremos nesta cidade, que tem aquele bonito apelido citado acima. Na realidade não estamos nem perto de estamos prontos para a Copa de 2014, e acredito, tampouco para algo do tamanho da Olimpíada em 2016. Não desmereço a capacidade que temos, não torço contra, muito pelo contrário. Talvez seja esta a maior “chance” dos últimos tempos de andarmos para frente. Não é toda hora que acontece combinação perfeita de uma Copa do Mundo, seguida de uma Olimpíada.

Confiança, atitude, projeto, divulgação, nada disso faltou durante a campanha para nossa cidade ser escolhida. Agora, se o Rio de Janeiro conseguirá a façanha, isto só será desvendado na próxima sexta-feira. O negócio é botar as sandálias da humildade e esperar. No final das contas, merecimento por merecimento, a bandalha Carioca envergonha a cada dia seus moradores.
A chance está perto de ser dada. É agora, ou nunca!

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Agradecimentos aniversário do blog


Hoje, dia 23 de setembro de 2009, o blog Golaço comemora dois anos de existência. É um lugar onde tento evoluir, observar, aprender e mostrar um pouco do meu trabalho. O espaço, embora um pouco limitado procuro fazer bom uso dele.

Em breve estarei lançando o meu site oficial, onde vou publicar matérias mais completas. No entanto, jamais abandonarei o blog que foi sempre importante neste começo.

Gostaria de agradecer a todos os visitantes, a todas as pessoas que me apóiam e me apoiaram desde o primeiro texto que escrevi. Também é claro: Meus familiares, amigos, professores e a Deus por atingir esta marca.

Muito obrigado!

Kadu Braga

Abaixo o texto especial de aniversário - Tema: Ronaldinho Gaúcho.

Para onde foi a alegria, Ronaldinho?


Ronaldo de Assis Moreira, mais conhecido como Ronaldinho Gaúcho. A carreira meteórica de jogador de futebol profissional começa cedo e o ápice se atinge quando se menos espera. O craque brasileiro conquistou tudo, “quase tudo” no mundo da bola. Melhor jogador do Mundo pela FIFA, Copa de Mundo em 2002, campeonatos pelo mundo afora.

Do dia para a noite, algo que ele tinha no caso de amor com a bola, se perdeu. Foi-se a chama da paixão, foi se a motivação de entrar em campo e engolir o mundo, ser o melhor. Foi-se a alegria de comemorar sambando com o sorriso no rosto depois de marcar um gol de placa. O que será que aconteceu, Ronaldinho Gaúcho?

A vida de atleta profissional é desgastante, isto é indiscutível. Contudo, isto não me convence que aos 29 anos de idade o craque esteja perto de encerrar uma carreira de início tão brilhante. Todo o carisma, o talento, a magnitude de decidir um lance num lampejo de só quem sabe fazer, não pode ir pela correnteza da infelicidade, da insatisfação, do acomodamento.

Dinheiro não traz felicidade. Fama, tampouco. O camisa 80 do Milan, não precisa olhar mais para sua conta bancária, sim para o espelho e perceber que não tem mais a mesma alegria de jogar futebol. Está na hora de fazer o caminho inverso, para resgatar em sua alma o espírito de alegria que só futebol brasileiro é dono.

Falta menos de um ano para a Copa do Mundo 2010.

E ai, Ronaldinho? O que será que vai prevalecer: O dinheiro, ou a felicidade?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O preço da ilusão


O ano mal planejado dos alvinegros e tricolores reflete na tabela de classificação. Não é culpa de Estevam Soares, tampouco de Cuca. No futebol de hoje se fala em sucesso em longo prazo, reestruturação, planejamento, este é mais ou menos o discurso dos dirigentes, embora saibam que este esporte exija resultado amanhã. Pois é, no entanto, também existe o insucesso em longo prazo. Mas, como assim?

Vamos voltar no tempo um pouco, não precisa rebobinar muito a fita. O Fluminense vem montando grandes times. Com o alvinegro, não é diferente. Em 2007 só não fizeram a final da Copa do Brasil, graças a Sra. Ana Paula Oliveira que fizera uma palhaçada no Maracanã. Engraçado não é? O Botafogo não perdia no Maraca, há oito meses. Como seria aquela final? Bom, o Fluminense, que não tem nada com isso venceu o Figueirense e foi Campeão com seus méritos.

Depois disso, o Tricolor Carioca brincou de perder pontos no Brasileiro de 2007 e 2008 e quase venceu a Libertadores. Enquanto isso, o time de General Severiano colecionou derrotas inexplicáveis, jogadores sem sangue em campo, crises e mais crises. Não adianta montar um bom ataque, tendo uma defesa medíocre. Por sua vez, a diretoria botafoguense, sempre achou melhor colocar a culpa no árbitro fulano, ou auxiliar ciclano. Convenhamos: Assim é muito fácil aceitar a derrota.

A grande questão em pauta, é que ambos se iludiram com seus times de tempos para cá. Infelizmente ambos não souberam se aproveitar dos bons momentos vividos há tempos atrás, embora tenham tido times de aluguel em campo, e jogadores sem a audácia suficiente para decidir nos momentos mais importantes.

Agora é tarde para pensar no que passou, mas é bom analisar o que ficou para trás. Ou então irão sempre pagar um preço alto por não terem um planejamento, nem em curto nem em longo prazo.