sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Felicidade Futebol Clube

Robinho e as suas marcantes pedaladas pelo Santos em 2002

O quarteto está de volta. Não, leitor. Não é aquele apelidado de fantástico que não fez nada na Copa de 2006. Curiosamente são os atacantes que estiveram no último Mundial com a seleção brasileira. O caminho de volta começou com Ronaldo. Depois Adriano e Fred. Agora, é a vez de Robinho.

Quase quatro anos se passaram e eles estão no futebol de onde surgiram. Todos eles sem sombra de dúvida vieram para cá em busca do “Felicidade Futebol Clube”. De volta as origens. Ficar perto da família, dos amigos, do seu povo para ter em campo motivação. Assim, o talento ressurge de dentro do peito como a criança que nasce apaixonada pelo objeto chamado bola. A conseqüência é o rendimento dentro de campo que volta a ser aquele que conhecemos.

Bom negócio para os clubes? Vejamos: Corinthians papou simplesmente o Paulista e a Copa do Brasil ano passado com a ajuda do fenômeno. Que beleza, Ronaldo! O Flamengo teve em Adriano o artilheiro do brasileirão conquistado. Muito bem, Imperador! E o tricolor carioca se livrou do rebaixamento com os gols mais do que importantes de Fred. Maravilha, Fred! E agora, Santos?

A volta do rei das pedaladas é motivo de alegria para o nosso futebol. É um dos homens de confiança de Dunga e fez por merecer este cargo. Precisa apenas reencontrar sua paz em campo, marcar seus gols para estar bem até a Copa. Também não podemos recriminar Robinho, por não atuar nestes seis meses, em competições de grande nível técnico. Afinal por tudo que já fez o astro santista não precisa provar seu talento para ninguém.

Agora é só pedalar, Robinho!

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A vez do dentuço

Ronaldinho comemora gol com camisa do Milan. Foto: Autor desconhecido

A alegria está de volta, e o futebol também. O semblante de Ronaldinho Gaúcho voltou a ser aquele que lembra seus tempos de Barcelona. O camisa 80 do Milan precisava apenas disso para fazer o que melhor sabe: brincar de jogar bola. Era assim que fazia quando menino em seu surgimento, com as malícias de quem faz arte e começa a rir.

Esqueçamos, por ora, o posicionamento, a condição física boa ou má, com quem está jogando ou com quem irá jogar. E os números? Deixa pra lá, né! Basta ver o que ele fez nos últimos jogos. Mas, se quiser dar uma olhadinha no papel, não irá perder seu tempo.

Ronaldinho Gaúcho não precisa de boletim para ser Ronaldinho Gaúcho. O que importa é que a felicidade lhe faz jogar bola. Dizer que só joga em clube? Uma grande injustiça. Jogar bem depende apenas do seu espírito despertar para isso. Sua cabeça lhe permitir fazer fluir seu jogo.

Faz bem lembrar também, do ainda jovem Ronaldinho contra a Inglaterra em 2002. O que seria de nós se não fosse sua genialidade com seu magistral gol de falta e seu drible desconcertante na zaga Inglesa? Sua Copa das Confederações em 2005, tampouco se joga fora.

A grande questão é que Ronaldo de Assis Moreira está dando sinais de amadurecimento. Há quem diga que grandes jogadores têm o seu grande apogeu, entre os 26 e 30 anos.Os maiores de todos os tempos tiveram as suas Copas para timbrar ainda mais seus nomes no futebol mundial. Pelé em 58 e 70, Garrincha em 62, Romário em 94 e Ronaldo Fenômeno em 2002. Quem sabe essa não será a vez de Gaúcho?

Agora depende do próprio fazer acontecer. Salve o futebol arte!

domingo, 10 de janeiro de 2010

Um 2010 recheado de gols!

O ano de 2010 promete, e muito. Com toda a certeza o brilho especial já começa por ser tempo de Copa do Mundo. É um momento onde o torcedor se une para ver a seleção canarinho em campo representando a pátria, como se fossem soldados em guerra. Essa contagem regressiva deixa todo mundo com frio na barriga!

Vejo o futebol brasileiro cada dia mais fortalecido. Diria que os principais clubes do País estão com times, no mínimo, competitivos. Flamengo, Internacional, São Paulo, Cruzeiro e Corinthians, por exemplo, levam seus estados em busca da famosa Libertadores. Visibilidade internacional é sempre bem vinda. Devem entrar em campo para fazer bonito, pois estão com jogadores de qualidade.

Fazendo uma breve análise do futebol Carioca, o nível, parece que será o melhor dos últimos tempos. Força de ataque não faltará a nenhum dos grandes. Consequentemente, gols também não. Preparem-se narradores! Adriano, Fred, Dodô e El loco Abreu são os comandantes da comissão de frente neste primeiro semestre.
E você: em quem aposta em 2010?
Um 2010 nota 10 para todos!
Kadu Braga.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Final feliz para os cariocas


Mais uma edição do campeonato mais disputado do mundo acabou. Como em bons filmes e bons livros, a expressão usada “final feliz”, define este desfecho épico para o torcedor carioca em 2009. O Flamengo sagra-se campeão com todos os méritos, vale ressaltar isso. Fez tudo que estava ao seu alcance a fim de concretizar essa conquista. Dependeu só dele e fez sua parte.

Da cabeça de Ronaldo Angelim veio o gol do título rubro-negro. Talvez nenhum outro jogador represente tanto dentro de campo, algo que o grande treinador Andrade faz fora dele.As semelhanças estão na postura humilde do zagueiro, na batalha, na serenidade e acima de tudo em sua simplicidade. Foi abençoado em entrar para a história do clube.

Não precisa nem dizer muito sobre importância de Andrade nesta conquista. O resultado mostra tudo. O ex-jogador é um “pedreiro do futebol”. Quem sabe até mais do que isso. É um “mestre de obras”. É aquele que é capaz de saber tudo sobre os meandros do mundo da bola, por tudo que já viveu. Certamente, a mescla da experiência com a inteligência, o ajudou a montar um time capaz de chegar aonde chegou.

Uma tarde para ficar marcada no futebol brasileiro. Um campeonato de muitas lições a serem tiradas por vários clubes. O mais interessante de tudo, é que o interesse pela competição cresce a cada dia. Esta edição quebrou o protocolo dos últimos tempos. Disputa acirrada até o ultimo minuto. Da ponta até parte debaixo da tabela, adrenalina a mil por hora.

Pode estar começando uma nova era em nosso futebol, principalmente para os clubes cariocas. No confronto matemática x futebol, deu futebol quando ninguém acreditava. Fluminense e Botafogo mostraram suas grandezas lutando até o fim para escapar do pior. Ambos tiveram méritos, crescendo nos momentos mais importantes e necessários da competição. Agora que fique o aprendizado para 2010.

Para finalizar, gostaria de expressar a minha indignação com a atitude baderneira dos torcedores do Coritiba após a partida. Lamentável. Essa é a palavra. Se não sabem perder, quem sabe não seja lá mesmo na Série B, o lugar onde irão aprender mais. Marco negativo para o clube no ano de seu centenário.

Parabéns aos cariocas que voltaram a mostrar força. Parabéns também aos outros clubes por proporcionarem uma briga tão interessante neste fim de temporada. A emoção é uma das máximas deste esporte. Se futebol não fosse tão interessante assim, a bola não teria o poder de captar a atenção de tantos apaixonados.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

A guerra, a garra e a cabeça

Foto: Paulo Whitaker/Reuters
O Fluminense perdeu o título. Fred perdeu a cabeça. Mas, seria injusto dizer que tudo aconteceu por culpa do artilheiro tricolor. A grande realidade é que nestas partidas, a chave do sucesso é a partida de ida. Pelo segundo ano consecutivo, os gols fora de casa fizeram diferença. Ninguém pode dizer também que este time não teve raça, nem futebol para chegar na final. Muito pelo contrário. Os comandados de Cuca evoluíram muito neste segundo semestre.

A atitude infantil de Fred é característica de quem não tem experiência em momentos decisivos. Inaceitável um atleta do porte do atacante ter este tipo de comportamento em campo. Diria que julgar é muito fácil. O ser humano tem os seus limites que podem, ou não, serem superados em determinados momentos. Talvez, o desgaste excessivo de fim de temporada, deva ter ultrapassado a barreira da responsabilidade, para a irresponsabilidade, pela grande voltade de vencer.

Bola a equipe mostrou de sobra. Grandes méritos tiveram os guerreiros tricolores em suas batalhas até o momento. Não gosto de injustiças. Contudo, o futebol muitas vezes as comete. O que ficará de 2009, independente do que aconteça neste domingo, certamente será um saldo muito positivo. Vale lembrar as mudanças feitas por Cuca foram muitas. Não foi do dia para noite que tudo mudou. Os números estão de prova.

Certamente o fim de semana esportivo será de muita emoção para os times do Rio de Janeiro. Que nada seja jogado fora, pois no final das contas guerreria não faltou em nenhum momento.

terça-feira, 24 de novembro de 2009

A nova batalha de Quito

O Fluminense se prepara para mais uma batalha em Quito. E, agora, quem leva a melhor? Será que o time aprendeu a lição do ano passado? Como todo mundo sabe, estes jogos mata-mata duram 180 minutos. Na altitude na maioria das vezes tudo pode acabar em 90, ou melhor, começar a acabar na primeira parte. É preciso mesclar calma com ousadia. O que é plausível na campanha do tricolor neste fim de temporada é a entrega de todos. Comissão técnica, jogadores, torcida, todos estão mais do que unidos.

Não acho que seja muito vantajoso para o time de Cuca, é entrar em clima de revanche. Uma possível conquista não vai apagar o “Maracanazzo de 2008”, tampouco vai leva-los para Tóquio em dezembro. O que passou, passou. A história agora é outra, e os times também são completamente diferentes. O próprio treinador tricolor comentou sobre o fator psicológico, inclusive em relação à altitude. Deve ser feito o mesmo quanto ao adversário.

Se o Fluminense realmente quer vencer, deve, por ora, esquecer tudo no que diz respeito a fatores extra-campo. Altitude, quem é o adversário, Libertadores passada, "catimba", e outros mais. Basta fazer o que vêm fazendo, e muito bem por sinal, em ambos os campeonatos que disputa. Estão jogando futebol como se tivessem batendo pelada. Talvez, o grande segredo desta equipe, seja estar deixando a coisa fluir naturalmente, quase que sem responsabilidade de fazer o resultado.

No final das contas, ninguém acreditava no time de Cuca.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pitacos do momento da bola


Dizer que o Fluminense estava rebaixado há dez rodadas atrás foi muito fácil por grande parte da Imprensa. É lógico que o quase ninguém acreditava que o time de Cuca fosse crescer tanto. Mas, como todo mundo sabe o esporte chamado de futebol é imprevisível. Tudo pode acontecer. De antemão, parabéns ao tricolor pela guerreria, empenho, motivação. Estão fazendo tudo e mais um pouco para tirar o time da lama. Para finalizar, ainda podem fechar o ano com um título internacional. Estão na final da Copa Sul Americana. Nada mal para aquela equipe dada como rebaixada para a segunda divisão de seu País.

No rumo contrário do tricolor, anda o Botafogo. Perder é algo que faz parte do futebol e da vida do ser humano. Contudo, pede-se um mínimo de esforço, garra, dedicação. A equipe alvinegra se acomodou demais com suas três vitórias consecutivas. Uma derrota no momento mais crucial da competição. Diria que este é mais um ano para o botafoguense esquecer. Um início de pura ilusão no Campeonato Carioca e um desastre no restante do ano. Caso seja despromovido, será merecido pela omissão da atual diretoria em relação aos problemas da equipe ao longo da temporada.

Já o time do Flamengo está a um passo do paraíso. A Libertadores já é uma realidade. O título, um sonho bastante possível. Palmas para Andrade e sua comissão técnica em primeiro lugar, pelo trabalho com Petkovic. Aos poucos as peças foram se encaixando e o time para frente. Vale lembrar que Emerson e Ibson foram embora mais cedo. O que fez o rubro-negro nesta temporada foi uma bela lição aos demais times. Ter jogadores de qualidade no elenco e confiança no trabalho é algo primário no futebol. Ou então, a mesmice imperará para sempre.

Para finalizar: O ano de 2010 já começou em São Januário. Dois jogos para cumprir tabela para fechar o ano. Agora a hora é de jogar fora das quatro linhas. Planejar é o verbo do momento no mundo da bola. Resta saber se vão saber aproveitar o tempo que estão na frente dos demais. Com a lição da segundona aprendida, a tendência é que o Vasco venha com tudo em na próxima temporada.