sexta-feira, 24 de julho de 2009

O fim de mais uma era


A casa de Cuca mais uma vez caiu. Com toda certeza ele mesmo, não esperava. Noves fora a pressão de todos os lados que assombrava seu cargo na Gávea, o treinador parecia confiar no seu trabalho. Talvez o grande problema deste bom treinador, e isso não é de hoje, é ser bonzinho demais. E, Para trabalhar no Flamengo o pulso tem ser mais do que firme todos os dias. O fato é que, não é nada fácil lidar com os problemas que o clube vive e também com determinados jogadores que estão lá. Vale lembrar também da falta de elenco e infra-estrutura.

Não imagino que a chegada de um novo treinador seja a solução mais indicada. Não sou a favor de interromper um trabalho, onde uma comissão técnica já conhece o grupo, as carências, virtudes e claro as suas preferência por esquema-tático e jogadores. O fato é que trocar o treinador na maioria das vezes é pura ilusão. O mesmo vale para a situação do Fluminense. A grande chave do assunto, é que o planejamento tem der feito com metas no início da temporada, ou nada irá mudar.

Infelizmente o futebol brasileiro está vivendo e já vive há algum tempo, diria, com times de aluguel. O que seria isso? Os jogadores passam metade da temporada aqui e partem mundo afora para fazer suas economias. E, os clubes do Rio de Janeiro por sua vez, nem das categorias de base conseguem mais tirar nada de proveitoso.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lançamento do livro "Romário"

Era uma tarde comum na redação, quando apareceu a chance. Nada menos que cobrir o lançamento do livro do polêmico e rei dos 1002 gols, do baixinho Romário.

O editor me perguntou. - O que você está fazendo ? Respondi - Subindo as notas para o Lancenet! Então ele me disse - Vou te colocar numa "roubada". Perguntei o que era. Quando ele disse, eu devolvi - A que horas eu saio e aonde é? Enfim, foi a primeira matéria para a TV LANCE e nada podia dar errado.

Frio na barriga, muitos personagens legais e deu tudo certo.

Acho que para a primeira vez, está valendo. É só clicar no link abaixo.

http://www.lancenet.com.br/multimidia/?vid=d07224e8-cd5c-4671-9431-785c4b1a4906

Até mais.

Kadu Braga.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Futebol não é só atacar. E, por quê?

O mundo da bola não vive sem os gols. A alegria da máxima do futebol é que faz a paixão enfervecer os estádios com a comemoração da bola entrando na rede. Mas, o futebol moderno não vive mais apenas do poderio ofensivo, vive é do resultado. Futebol hoje é muito mais do que isso. O fato é que a palavra conjunto, já faz parte do dicionário do boleiro faz algum tempo. Porém, nem todo mundo consegue coloca-la dentro das quatro linhas.

Vejamos o momento do futebol do Rio de Janeiro. O Fluminense simplesmente demite Parreira. Um treinador de nome, com currículo e a experiência necessária para agregar valor os frutos da casa com os reforços de peso. E, por quê não teve sucesso? É a fama de retranqueiro? O fato é que faltou mesmo foi equilíbrio. Saiu Thiago e o mundo desandou. Só talento de Fred e Thiago Neves, não superam a força que um conjunto pode trazer.

No caso do Botafogo por exemplo. No início do ano teve lá o melhor ataque de todos e mais uma vez, sem título. E, por quê isso? O time não tinha sequer um lateral esquerdo de ofício no elenco, e sua zaga ainda fez o favor de doar gols para o adversário. Saiu Maicosuel, e agora está passando maus bocados no brasileirão. Agora, Ney aposta no trio com Victor Simões, Reinaldo e André Lima. Não creio que seja a solução...

E, o Flamengo? O time da Gávea sofreu foi com a escassez de gols. Contudo, sempre teve e continua tendo o time que chega mais perto do que se pode chamar de equilibrado. Agora conta com Adriano, Emerson e em breve Dennis Marques. Mas, por quê ainda não decolou no brasileirão? A explicação deve estar na saída do seguro ex-capitão Fábio Luciano. Não adianta reforçar só o ataque, Cuca.

Passeando na série B... O time do Vasco se iludiu com o elenco que tinha e logo caiu de produção. A explicação? Falta de gols. Aloísio estrear que é bom, nada. Chegou agora Robinho. O nome mete medo.... O alento do torcedor, está na espectativa de se o problema lá da frente for resolvido, o Vasco terá um time para pelo menos voltar à elite em 2010.

domingo, 28 de junho de 2009

O jogo do presente e do passado


No auge dos meus 21 anos, assisti ao meu primeiro Fla-Flu em pleno estádio Mario Filho. Diria uma emoção diferente pelo glamour que envolve este clássico. Na solidão de um apaixonado pelo mundo do futebol, entrei e saí do Maracanã com o sorriso de quem faz o que gosta, e de quem viveu momentos épicos. Saí com o sorriso de quem viu o ex-rubro negro Júnior marcar um gol de rara categoria na partida preliminar entre a antiga máquina tricolor e o time de 81 do Flamengo, que foi vencida por três a um pelo rubro-negro.

O jogo principal em si começou e terminou cercado pela expectativa do confronto entre Fred e Adriano. Uma partida muito disputada do primeiro ao último minuto. Batalha muito estudada e com muitas faltas principalmente no primeiro tempo. O time do Flamengo criou mais oportunidades durante toda a partida, obrigando Ricardo Berna a ser crucial em dois lances no primeiro tempo, e outra bela aparição no inicio do segundo.

O jogo em si foi muito bom, as duas equipes atuaram de forma ofensiva e criaram sempre chances de abrir placar. Pode não ter sido um jogo dos sonhos tecnicamente, contudo é prazeroso ver o toque diferenciado de Adriano, Ibson, Fred e Thiago Neves por exemplo.

Foi um fim de tarde interessante para quem se envolve com mundo da bola. O fato é que, assistir a lances de toque de fina arte de craques do passado é certamente viver momentos que a geração de hoje não vive.

Que sirva de exemplo e espelho para quem joga hoje. E, para quem vai jogar no futuro.

terça-feira, 23 de junho de 2009

As voltas do mundo do futebol

Foto: Marcelo Sayao. EFE

Um raro exemplo de evolução no mundo do futebol. Lucimar Ferreira da Silva, o Lúcio, hoje o xerife respeitado na zaga da seleção brasileira. Quem se lembra do início deste zagueiro, era de tirar o fôlego! Atabalhoado, afobado e totalmente cercado pela desconfiança. Mas ele acreditou, foi perseverante como de costume para quem quer vencer no mundo da bola. Hoje é nada menos que capitão da seleção brasileira. É como o soldado que vai para a guerra.

Oriundo de Brasília-DF começou no desconhecido Platina, time da cidade. Passou pelo modesto Gama, também da Capital brasileira. O zagueiro surgiu mesmo para o futebol no Internacional de Porto Alegre onde conquistou seu primeiro título, a copa do Brasil. Seu grande “padrinho” na seleção brasileira foi Luiz Felipe Scolari, um dos principais responsáveis pelo grande sucesso que faz hoje.

Já são 86 jogos com a camisa verde e amarela e quatro gols marcados. Em 2006, com a amarelinha, bateu o recorde do zagueiro paraguaio Gamarra, ficando 386 minutos em cometer sequer uma falta em uma Copa do mundo.

Considerado hoje um dos melhores jogadores da posição e em grande fase na novamente na Copa das Confederações, Lúcio é um dos homens de confiança de Dunga. Exemplo de garra, superação, disciplina e um o melhor de tudo: Bom futebol.

Do zagueiro criticado ao respeitado, do desacreditado a ídolo. Exemplo para o mundo das incertezas e críticas exageradas que vive o mundo da bola que as vezes comete injustiças. Este esporte pode ter o brilho especial de quem é dono de um talento, mas não pode viver sem as histórias de alguém como a do camisa 3 da seleção.
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sábado, 13 de junho de 2009

A nova era dos "galáticos"

Foto: Autor desconhecido

Aonde vão parar as cifras do milionário mundo do futebol? Esta semana o Real Madrid anunciou duas contratações bombásticas. Primeiro Kaká, e agora Cristiano Ronaldo. Nada menos que R$ 256 milhões recebeu o Manchester United, pela venda do português ao time espanhol.

A pergunta que se faz, é até aonde vai essa magnitude do espetáculo que faz alguém valer tanto dinheiro? Será que o talento do melhor atual jogador do mundo realmente vale tudo isso? Eis a questão. Talvez o momento louco de apostas e incertezas da crise financeira mundial, passe por esse pensamento também louco, da realização dos sonhos e de fazer história. Contudo, história que se preze é aquela que é feita dentro das quatro linhas, não com as cifras rolando de forma desenfreada.
O presidente dos “galáticos”, Florentino Pérez, quer marcar uma nova era em sua nova gestão. Antes com Ronaldo, Zidane, Figo e Beckham. Agora com Cristiano Ronaldo e Kaká, talvez David Villa, e provavelmente outros que irão se juntar ao time que pretende ganhar tudo.

Juntar a genialidade de Cristiano Ronaldo com a objetividade e carisma de Kaká, parece uma receita pronta para o sucesso. É o sonho de consumo nos dias de hoje no futebol. Está sendo formado um time que tem tudo para dar certo. Espera-se que essa dupla não faça só do dinheiro, e da fama, o objetivo principal nos próximos anos.

Que mesclem os seus respectivos talentos em prol do bom futebol. No fim das contas, futebol não é individual. E sim, coletivo.

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terça-feira, 9 de junho de 2009

Kaká: Mais que um jogador


Kaká não é apenas um jogador de futebol, é um esportista. Um jogador de alto nível, que deseja alcançar e se manter na plenitude de alguém que quer ter o próprio reconhecimento, uma história acima de tudo. Há algum tempo se especula esse craque, aqui ou ali. Mas não é assim. Alguém como Ricardo Izecson do Santos Leite, é um exemplo para aqueles que abrem mão do sucesso e do amor ao clube por uns dólares ou euros a mais. Inteligentemente, sabe do que é capaz e faz ele muito bem de colocar a serviço o seu raro talento, onde continuará podendo ser quem é.

Escolha por escolha, amor por amor, o jogador declara que ficaria no Milan. Lá é um grande ídolo com todos os méritos por tudo que fez, e por tudo que já fizeram por ele. Um dos grandes ápices do futebol é a paixão, a idolatria. É amar, e ser amado por um clube. E isso nunca ninguém tirará de Kaká.

Se a vida é feita de desafios e sonhos, o jogador está fazendo algo bom e que nunca negou. Jogar num dos clubes mais antigos e tradicionais do mundo, sempre foi um dos seus desejos. Pode não ter sido por uma escolha própria, pois a crise deu aquele empurrãozinho. No mundo globalizado de hoje é preciso se adequar às necessidades impostas pelo momento das cifras milionárias dos seus € 65 milhões.

Seu talento transfere-se para o Real Madrid, mas a história fica. Agora o sucesso é uma mera consequência da sua arte e idolatria que pretende conquistar na Espanha.

Buena suerte, Kaká!
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