sexta-feira, 14 de agosto de 2009

João Havelange fala sobre a potência do futebol


O presidente de honra da FIFA e do Fluminense, Dr João Havelange concedeu uma palestra na Casa do Saber, Rio de Janeiro, na noite desta quinta-feira. O assunto principal abordado foi “o futebol quando estudado e bem trabalhado, é uma grande potência” – assim definiu o palestrante logo no início.

Durante o evento, o presidente contou sobre a sua trajetória na FIFA, onde ajudou a construir um patrimônio para a entidade de cerca de $ 200 milhões, construindo as cinco sedes tendo a principal em Zurique, na Suiça. Isto segundo ele, aconteceu pelo desenvolvimento do futebol com o passar dos anos e as algumas mudanças que foram feitas.

Uma delas foi o modelo da Copa do Mundo, onde em 1974 tinha 16 seleções e arrecadava 78 milhões de dólares. Em 2006, no modelo atual com 32 seleções o número chegou quatro bilhões e 600 mil dólares.

Havelange comentou sobre o “baque financeiro” que o mundo sofreu em 2008 com a perda de muito dinheiro. Mas, para ele, o poder de representatividade do futebol foi capaz de manter todas as patrocinadoras asseguradas para a Copa do Mundo de 2010. Cada patrocinador para ter seu nome assegurado no evento, paga nada menos que $75 milhões.

O assunto futebol brasileiro também foi abordado. Para ele, um grande erro foi cometido quando a lei do passe passou a favorecer totalmente ao jogador e não ao clube formador. Isto tira a capacidade de desenvolvimento dos clubes por não estar preparados e estruturados como uma empresa.

Sobre a Copa de 2014, João Havelange, revelou ter ido a todos os presidentes do comitê e inclusive o da Comembol e pedido para que todos assinassem a favor do Brasil. Embora Havelage tenha revelado preocupação, disse estar muito feliz com as 12 sedes, principalmente com a escolha de Manaus.

E para finalizar, já pensando em 2016, o presidente disse também ter escrito 104 cartas em Espanhol e Inglês pedindo que a candidatura seja aceita. Coincidentemente no ano das Olimpíadas em que a cidade maravilhosa é candidata, João Havelange poderá estar com 100 anos de idade.

Seria mais do que justa esta homenagem ao Dr e também a sua cidade.

terça-feira, 11 de agosto de 2009

Injustiças do futebol

O tempo passa, o campeonato continua e certas coisas não nudam no futebol Carioca. O Fluminense ainda não embala, o Flamengo respira graças a Adriano e no Botafogo a casa de Ney Franco cai. Pode se dizer até que teve tempo para trabalhar, mas não teve o material necessário para competir. Fez milagre no início do ano.

O treinador não tem a menor culpa, se a diretoria não me move para contratar um bom zagueiro. No futebol de hoje, para improvisar tem que ser muito bom. Algo que Fahel, Guerreiro e Eduardo não passam perto. Coitado do Juninho que faz muito e paga a conta. No pelotão de frente, um bando de atacantes bons, munidos por um meio-campo recheado de volantes. Que pena, Maurício Assumpção!

Infelizmente a vida comete injustiças. Não há mais tempo para mostrar valor, tampouco aprender com os erros, acertos e virtudes que cada um tem na sua profissão. O futebol realmente é um esporte sensacional por ser essa caixinha de surpresas. Lá na frente o placar pode ser invertido.

sexta-feira, 24 de julho de 2009

O fim de mais uma era


A casa de Cuca mais uma vez caiu. Com toda certeza ele mesmo, não esperava. Noves fora a pressão de todos os lados que assombrava seu cargo na Gávea, o treinador parecia confiar no seu trabalho. Talvez o grande problema deste bom treinador, e isso não é de hoje, é ser bonzinho demais. E, Para trabalhar no Flamengo o pulso tem ser mais do que firme todos os dias. O fato é que, não é nada fácil lidar com os problemas que o clube vive e também com determinados jogadores que estão lá. Vale lembrar também da falta de elenco e infra-estrutura.

Não imagino que a chegada de um novo treinador seja a solução mais indicada. Não sou a favor de interromper um trabalho, onde uma comissão técnica já conhece o grupo, as carências, virtudes e claro as suas preferência por esquema-tático e jogadores. O fato é que trocar o treinador na maioria das vezes é pura ilusão. O mesmo vale para a situação do Fluminense. A grande chave do assunto, é que o planejamento tem der feito com metas no início da temporada, ou nada irá mudar.

Infelizmente o futebol brasileiro está vivendo e já vive há algum tempo, diria, com times de aluguel. O que seria isso? Os jogadores passam metade da temporada aqui e partem mundo afora para fazer suas economias. E, os clubes do Rio de Janeiro por sua vez, nem das categorias de base conseguem mais tirar nada de proveitoso.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Lançamento do livro "Romário"

Era uma tarde comum na redação, quando apareceu a chance. Nada menos que cobrir o lançamento do livro do polêmico e rei dos 1002 gols, do baixinho Romário.

O editor me perguntou. - O que você está fazendo ? Respondi - Subindo as notas para o Lancenet! Então ele me disse - Vou te colocar numa "roubada". Perguntei o que era. Quando ele disse, eu devolvi - A que horas eu saio e aonde é? Enfim, foi a primeira matéria para a TV LANCE e nada podia dar errado.

Frio na barriga, muitos personagens legais e deu tudo certo.

Acho que para a primeira vez, está valendo. É só clicar no link abaixo.

http://www.lancenet.com.br/multimidia/?vid=d07224e8-cd5c-4671-9431-785c4b1a4906

Até mais.

Kadu Braga.

terça-feira, 14 de julho de 2009

Futebol não é só atacar. E, por quê?

O mundo da bola não vive sem os gols. A alegria da máxima do futebol é que faz a paixão enfervecer os estádios com a comemoração da bola entrando na rede. Mas, o futebol moderno não vive mais apenas do poderio ofensivo, vive é do resultado. Futebol hoje é muito mais do que isso. O fato é que a palavra conjunto, já faz parte do dicionário do boleiro faz algum tempo. Porém, nem todo mundo consegue coloca-la dentro das quatro linhas.

Vejamos o momento do futebol do Rio de Janeiro. O Fluminense simplesmente demite Parreira. Um treinador de nome, com currículo e a experiência necessária para agregar valor os frutos da casa com os reforços de peso. E, por quê não teve sucesso? É a fama de retranqueiro? O fato é que faltou mesmo foi equilíbrio. Saiu Thiago e o mundo desandou. Só talento de Fred e Thiago Neves, não superam a força que um conjunto pode trazer.

No caso do Botafogo por exemplo. No início do ano teve lá o melhor ataque de todos e mais uma vez, sem título. E, por quê isso? O time não tinha sequer um lateral esquerdo de ofício no elenco, e sua zaga ainda fez o favor de doar gols para o adversário. Saiu Maicosuel, e agora está passando maus bocados no brasileirão. Agora, Ney aposta no trio com Victor Simões, Reinaldo e André Lima. Não creio que seja a solução...

E, o Flamengo? O time da Gávea sofreu foi com a escassez de gols. Contudo, sempre teve e continua tendo o time que chega mais perto do que se pode chamar de equilibrado. Agora conta com Adriano, Emerson e em breve Dennis Marques. Mas, por quê ainda não decolou no brasileirão? A explicação deve estar na saída do seguro ex-capitão Fábio Luciano. Não adianta reforçar só o ataque, Cuca.

Passeando na série B... O time do Vasco se iludiu com o elenco que tinha e logo caiu de produção. A explicação? Falta de gols. Aloísio estrear que é bom, nada. Chegou agora Robinho. O nome mete medo.... O alento do torcedor, está na espectativa de se o problema lá da frente for resolvido, o Vasco terá um time para pelo menos voltar à elite em 2010.

domingo, 28 de junho de 2009

O jogo do presente e do passado


No auge dos meus 21 anos, assisti ao meu primeiro Fla-Flu em pleno estádio Mario Filho. Diria uma emoção diferente pelo glamour que envolve este clássico. Na solidão de um apaixonado pelo mundo do futebol, entrei e saí do Maracanã com o sorriso de quem faz o que gosta, e de quem viveu momentos épicos. Saí com o sorriso de quem viu o ex-rubro negro Júnior marcar um gol de rara categoria na partida preliminar entre a antiga máquina tricolor e o time de 81 do Flamengo, que foi vencida por três a um pelo rubro-negro.

O jogo principal em si começou e terminou cercado pela expectativa do confronto entre Fred e Adriano. Uma partida muito disputada do primeiro ao último minuto. Batalha muito estudada e com muitas faltas principalmente no primeiro tempo. O time do Flamengo criou mais oportunidades durante toda a partida, obrigando Ricardo Berna a ser crucial em dois lances no primeiro tempo, e outra bela aparição no inicio do segundo.

O jogo em si foi muito bom, as duas equipes atuaram de forma ofensiva e criaram sempre chances de abrir placar. Pode não ter sido um jogo dos sonhos tecnicamente, contudo é prazeroso ver o toque diferenciado de Adriano, Ibson, Fred e Thiago Neves por exemplo.

Foi um fim de tarde interessante para quem se envolve com mundo da bola. O fato é que, assistir a lances de toque de fina arte de craques do passado é certamente viver momentos que a geração de hoje não vive.

Que sirva de exemplo e espelho para quem joga hoje. E, para quem vai jogar no futuro.

terça-feira, 23 de junho de 2009

As voltas do mundo do futebol

Foto: Marcelo Sayao. EFE

Um raro exemplo de evolução no mundo do futebol. Lucimar Ferreira da Silva, o Lúcio, hoje o xerife respeitado na zaga da seleção brasileira. Quem se lembra do início deste zagueiro, era de tirar o fôlego! Atabalhoado, afobado e totalmente cercado pela desconfiança. Mas ele acreditou, foi perseverante como de costume para quem quer vencer no mundo da bola. Hoje é nada menos que capitão da seleção brasileira. É como o soldado que vai para a guerra.

Oriundo de Brasília-DF começou no desconhecido Platina, time da cidade. Passou pelo modesto Gama, também da Capital brasileira. O zagueiro surgiu mesmo para o futebol no Internacional de Porto Alegre onde conquistou seu primeiro título, a copa do Brasil. Seu grande “padrinho” na seleção brasileira foi Luiz Felipe Scolari, um dos principais responsáveis pelo grande sucesso que faz hoje.

Já são 86 jogos com a camisa verde e amarela e quatro gols marcados. Em 2006, com a amarelinha, bateu o recorde do zagueiro paraguaio Gamarra, ficando 386 minutos em cometer sequer uma falta em uma Copa do mundo.

Considerado hoje um dos melhores jogadores da posição e em grande fase na novamente na Copa das Confederações, Lúcio é um dos homens de confiança de Dunga. Exemplo de garra, superação, disciplina e um o melhor de tudo: Bom futebol.

Do zagueiro criticado ao respeitado, do desacreditado a ídolo. Exemplo para o mundo das incertezas e críticas exageradas que vive o mundo da bola que as vezes comete injustiças. Este esporte pode ter o brilho especial de quem é dono de um talento, mas não pode viver sem as histórias de alguém como a do camisa 3 da seleção.
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