terça-feira, 24 de novembro de 2009

A nova batalha de Quito

O Fluminense se prepara para mais uma batalha em Quito. E, agora, quem leva a melhor? Será que o time aprendeu a lição do ano passado? Como todo mundo sabe, estes jogos mata-mata duram 180 minutos. Na altitude na maioria das vezes tudo pode acabar em 90, ou melhor, começar a acabar na primeira parte. É preciso mesclar calma com ousadia. O que é plausível na campanha do tricolor neste fim de temporada é a entrega de todos. Comissão técnica, jogadores, torcida, todos estão mais do que unidos.

Não acho que seja muito vantajoso para o time de Cuca, é entrar em clima de revanche. Uma possível conquista não vai apagar o “Maracanazzo de 2008”, tampouco vai leva-los para Tóquio em dezembro. O que passou, passou. A história agora é outra, e os times também são completamente diferentes. O próprio treinador tricolor comentou sobre o fator psicológico, inclusive em relação à altitude. Deve ser feito o mesmo quanto ao adversário.

Se o Fluminense realmente quer vencer, deve, por ora, esquecer tudo no que diz respeito a fatores extra-campo. Altitude, quem é o adversário, Libertadores passada, "catimba", e outros mais. Basta fazer o que vêm fazendo, e muito bem por sinal, em ambos os campeonatos que disputa. Estão jogando futebol como se tivessem batendo pelada. Talvez, o grande segredo desta equipe, seja estar deixando a coisa fluir naturalmente, quase que sem responsabilidade de fazer o resultado.

No final das contas, ninguém acreditava no time de Cuca.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Pitacos do momento da bola


Dizer que o Fluminense estava rebaixado há dez rodadas atrás foi muito fácil por grande parte da Imprensa. É lógico que o quase ninguém acreditava que o time de Cuca fosse crescer tanto. Mas, como todo mundo sabe o esporte chamado de futebol é imprevisível. Tudo pode acontecer. De antemão, parabéns ao tricolor pela guerreria, empenho, motivação. Estão fazendo tudo e mais um pouco para tirar o time da lama. Para finalizar, ainda podem fechar o ano com um título internacional. Estão na final da Copa Sul Americana. Nada mal para aquela equipe dada como rebaixada para a segunda divisão de seu País.

No rumo contrário do tricolor, anda o Botafogo. Perder é algo que faz parte do futebol e da vida do ser humano. Contudo, pede-se um mínimo de esforço, garra, dedicação. A equipe alvinegra se acomodou demais com suas três vitórias consecutivas. Uma derrota no momento mais crucial da competição. Diria que este é mais um ano para o botafoguense esquecer. Um início de pura ilusão no Campeonato Carioca e um desastre no restante do ano. Caso seja despromovido, será merecido pela omissão da atual diretoria em relação aos problemas da equipe ao longo da temporada.

Já o time do Flamengo está a um passo do paraíso. A Libertadores já é uma realidade. O título, um sonho bastante possível. Palmas para Andrade e sua comissão técnica em primeiro lugar, pelo trabalho com Petkovic. Aos poucos as peças foram se encaixando e o time para frente. Vale lembrar que Emerson e Ibson foram embora mais cedo. O que fez o rubro-negro nesta temporada foi uma bela lição aos demais times. Ter jogadores de qualidade no elenco e confiança no trabalho é algo primário no futebol. Ou então, a mesmice imperará para sempre.

Para finalizar: O ano de 2010 já começou em São Januário. Dois jogos para cumprir tabela para fechar o ano. Agora a hora é de jogar fora das quatro linhas. Planejar é o verbo do momento no mundo da bola. Resta saber se vão saber aproveitar o tempo que estão na frente dos demais. Com a lição da segundona aprendida, a tendência é que o Vasco venha com tudo em na próxima temporada.

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Fluminense vence o Cerro Porteño pelas semi-finais da Copa Sul-Americana

Conca tenta enganar o goleiro Barreto. (Foto: Agência Photocamêra )

Com gol de Fred, tricolor sai na frente pela vaga na finalíssima

O Fluminense venceu o Cerro Porteño por 1 a 0, nesta quarta-feira, pela primeira partida das semi-finais da Copa Sul Americana, em Assunção, no Paraguai.

Mesmo atuando fora de casa, o time brasileiro começou dominando a partida. Logo no primeiro minuto de jogo, após boa jogada de Marquinho pelo lado esquerdo, Maicon perdeu grande chance dentro da área. Com mais posse de bola, o time tricolor ocupava bem os espaços, criando as chances claras de gol.

Aos 31 minutos, Fred chutou forte obrigando a Barreto fazer boa defesa. A pressão era total do Fluminense. Em jogada embolada dentro da área, Conca foi derrubado pelo goleiro. Os jogadores pediram penalti. O árbitro Hector Baldassi, ignorou. Dois minutos depois, Fred fez lindo corta luz e Mariano chutou com perigo. Pouco depois, boa cobrança de escanteio de Conca, Dalton quase abriu o placar de cabeça. No fim do primeiro tempo, os donos da casa finalmente assustaram. Nani obrigou a Rafael defender com o pé o chute forte no canto esquerdo.

SEGUNDO TEMPO

Na segunda etapa, o Cerro Porteño tentou fazer prevalecer o mando de campo. Aos dois minutos, Irrazábal fez boa jogada na entrada da área e chutou, levando perigo. O time tricolor conseguiu manter a calma, novamente conseguiu equilibrar o jogo. Aos 11 minutos da etapa final, Mariano fez boa tabela com Conca, mas Barreto saiu bem.

Com o Fluminense querendo levar um bom resultado e o Cerro precisando fazer o dever de casa, a partida passou a ficar truncada. Os dois times erravam muitos passes. Nem as substituições mudaram muito a qualidade técnica do jogo. Mas, a estrela do craque do Fluminense não podia deixar de brilhar. Aos 30 minutos, Fred arrancou do meio de campo em velocidade e tirou do goleiro, para marcar um gol de raça.

Com o placar aberto, o time tricolor passou a se fechar, só saindo nos contra ataques. O Cerro ainda chegou aos 43 nos pés de Nuñes que chutou por cima. Depois foi só esperar o árbitro apitar o fim do jogo: 1 a 0 Fluminense.

Após a partida, torcedores do time da casa atiraram objetos de diversos tipos no gramado, como cadeiras e pedras. Com isso, os jogadores ainda tiveram que aguardar a escolta policial para deixar o gramado com segurança.

Agora, o equipe de Cuca enfrenta o Atlético-PR, no domingo ás 19h30 no Maracanã pelo Campeonato Brasileiro. A partida de volta pelas semi-finais da Copa Sul-Americana, será no próximo dia 18 também no Estádio Mário Filho.
FICHA TÉCNICA:

CERRO PORTEÑO 0 x 1 FLUMINENSE
Estádio: La Olla Azul y Grana, em Assunção (PAR).
Data: 11/11/2009.
Árbitro: Héctor Baldassi(ARG).
Auxiliares: Ricardo Casas (ARG) e Hernán Maidana (ARG).
Gols: Fred (30' 2T)
Cartões amarelos: Herner e Torren (CER); Diguinho (FLU).
Cartões vermelhos: Não houveram explusões.

CERRO PORTEÑO:Barreto; Herner, Cardozo e Torren; Irrazábal, Recalde, Villarreal, Britez e Cáceres (Julio dos Santos); Ramirez (Ávalos) e Nanni (Nuñez).Técnico: Pedro Troglio.

FLUMINENSE:Rafael, Gum, Digão e Dalton; Mariano, Diogo, Conca (Maurício), Diguinho e Marquinho (João Paulo); Maicon (Alan) e Fred. Técnico: Cuca.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

O Vasco de hoje, de ontem e da história


Era uma tarde sombria, sem o brilho do sol do verão carioca, naquele domingo, 7 de dezembro de 2008, quando o time de São Januário foi rebaixado para a segunda divisão do futebol brasileiro. O dia sem dúvida mais triste da vida do clube. Outro fato marcou aquela data. Um torcedor apaixonado por pouco não se atirou da arquibancada, ao realizar que seu time não faria mais parte da elite do nosso futebol. Esta é a síntese do que paixão e sentimento são capazes de fazer com as pessoas.

Vejamos a tradição enorme do Clube Regatas Vasco da Gama. O primeiro clube do Brasil a admitir negros e ser também o primeiro do Rio de Janeiro, a ter um Presidente desta origem racial. Foi o clube de São Januário quem deu o pontapé inicial para acabar com o preconceito na história do futebol em nossa terra. Uma atitude plausível, não só pelo lado humano. Fato este, que foi um marco no mundo do esporte mais popular do mundo. O Clube de origem Portuguesa, também foi pioneiro na construção do primeiro grande estádio de futebol que pudesse receber jogos noturnos. São só alguns detalhes da importância do clube, hoje dirigido por Roberto Dinamite.

Quase um ano depois daquela tarde triste que citava no inicio, a alegria voltou. Um trabalho cercado de seriedade, atitudes, inovações, comprometimento, méritos e planejamento. Palavras citadas acima, que fazem parte do vocabulário do futebol apelidado de moderno. Da antiguidade aos novos tempos, o esporte tende a evoluir cada vez mais.

O fato é que agora mais do que nunca o orgulho do torcedor cruzmaltino está resgatado. A união faz a força e a diferença, seja dentro e fora das quatro linhas. Este foi o grande ponto positivo no caminho que trouxe de volta o Vasco para a Série A. Esta vital troca de energias entre clube e torcida, é um patrimônio do clube, algo que deve ser sempre preservado, pois o torcedor é movido pela paixão, seja na glória e derrota.

O time comandado pelo grande treinador Dorival Júnior está de parabéns. Grandes equipes precisam ter verdadeiros líderes também dentro de campo. Carlos Alberto foi designado para fazer esta função, não decepcionou e fez o que melhor sabe fazer: Jogar seu bom futebol.

Com os planos sendo traçados para 2010, resta agora colocar a mão na taça e levar para a Série A não só a classificação, também um grande aprendizado para o futuro.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Receita da reta final

Reta final de Campeonato Brasileiro. Chegou a hora do momento decisivo, onde equilíbrio deverá ser superado pela qualidade técnica, com uma pitadinha de conjunto. Este é o caminho aqueles que sonham com o título e Libertadores. O mesmo serve para os que brigam para se manter na primeira divisão.

Começando pela parte de trás tabela. Na receita para tirar o Fluminense da degola, “mestre Cuca” conseguiu encontrar a solução, no tempero do talento de Fred. Bom conhecedor de comida mineira, o camisa nove tricolor deu conta do recado direitinho. Respira o tricolor com virada sensacional!

No Botafogo, a vitória fora de casa diante do Internacional foi mais que um alívio para os alvinegros. Quando o gás do Fogão estava perto de acabar, Juninho fez o gol mais importante do campeonato para o time de General Severiano. Agora é hora de manter o desempenho. Também é bom ficar de olho na Sul-Americana. É um título internacional em jogo.

Na Gávea reina a paz. Bruno está em grande fase e Adriano tem sido decisivo. Andrade, bom conhecedor do ninho do Urubu, sabe como alimentar seus comandados. Entrou no sonhado G-4. Se continuar assim vai brigar pelo título até a última rodada.

Para finalizar, o Vasco está com o seu futuro escrito. Volta para a elite praticamente garantida. O problema é que o bacalhau parece ter cozido um pouco cedo demais. Muita ilusão, pouco time. A realidade é que a equipe de São Januário não vem jogando bem e precisará fazer muito para estar entre os melhores em 2010.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

O talento de hoje e de ontem

O Campeonato Brasileiro de 2009 vem tendo o destaque de jogadores já conhecidos, como Petkovic, do Flamengo. Mérito grande para o próprio e ótimo para o nosso futebol, pois enriquece com grandes craques nos gramados. Bem interessante também, para o clube que apostou em sua experiência por acaso.

Talento ninguém perde, ninguém desaprende a jogar bola. Os experientes e veteranos estão sobrando na competição. A grande verdade é que o camisa 43 do time rubro-negro vem dando uma verdadeira aula de futebol, no auge dos seus 37 anos de idade.

Mas fica também uma pergunta no ar: Para onde estão indo as nossas revelações? Onde estão os novos Robinhos, Diegos, Kakás e Ronaldinhos? Alguma coisa de errado está acontecendo. Ou, nossas jóias estão ficando escassas, ou sendo mal aproveitadas. Talvez estejam sendo valorizadas cedo demais.

A grande realidade, é que eles viram estrelas, sem nem mesmo estar nos profissionais. A expectativa que se gera, é enorme na garotada. Por exemplo: Phillipe Coutinho (Vasco) foi vendido aos 15 anos. Neymar, já era “o novo Robinho” no Santos aos 16. Paulo Henrique é tido “o Zito II”. Alex Teixeira vale milhões de Euros e Douglas Costa, reserva do Grêmio, é cobiçado pelo Manchester para substituir Cristiano Ronaldo. Tudo uma grande loucura.

Creio que deveriam ter mais cuidado com as novas gerações do nosso futebol. Certamente, não estamos tendo oportunidade de conhecer os verdadeiros novos craques em campo. Alguma coisa precisa ser feira urgentemente. Se não, quando os talentosos realmente pararem de jogar, só vai restar a saudade.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Seleção empata com a Venezuela na despedida das Eliminatórias

Felipe Luis observa atentamente Lucas disputando a bola.

Com um a menos, seleção não consegue fazer o placar sair do zero

Na despedida do Brasil nas Eliminatórias, o Brasil empatou em 0 a 0 com a Venezuela, nesta quarta-feira, no Estádio Morenão, em Campo Grande. O time brasileiro terminou a competição com 34 pontos e está momentâneamente em segundo lugar, pois ainda depende do resultado do jogo do rival Paraguai . Já o time advesrsário, está fora da Copa do Mundo, pois somou apenas 22 pontos e está sem sexto lugar.

A partida começou com a seleção brasileira candenciando, com muito estudo do adversário. A dificuldade do jogo era imposta pelo time venezuelano, que tinha todos os jogadores atrás da linha da bola e difultava a saida de jogo do time brasileiro. As principais investidas do time de Dunga eram sempre pelo lado direito com Maicon.

O time visitante chegou primeiro com perigo. Em cobrança de escanteio, Maldonado quase marcou gol Olímpico aos 12 minutos. A primeira finalização do time brasileiro foi com Luis Fabiano. O camisa nove recebeu na entrada da área e sem opções para tocar, chutou por cima aos 19 .

Aos poucos o Brasil foi se soltando no jogo. Foram nas tabelas de Kaká com Luis Fabiano, que as melhores jogadas do Brasil apareceram. Numa delas, o camisa 10 sofreu falta perigosa na entrada da área aos 25. Depois, o atacante aproveitou bela deixada em corta-luz do meia, invadiu a área e ia driblando o goleiro Vega. O jogador caiu dentro da área em lance duvidoso, mas o árbitro não marcou nada aos 33 minutos.
Já no finzinho da primeira etapa que não teve o placar alterado, o time visitante ainda assustou em cabeçada de Maldonado, mas Júlio César fez defesa com segurança.
SEGUNDO TEMPO

Na etapa final, o time brasileiro começou imprimindo mais velocidade no jogo. A imprecisão no passe e o nervosismo atrapalhavam as jogadas mais perto da área Aos dez minutos, veio uma surpresa negativa. Miranda subiu para disputar uma bola de forma atabalhoada, acertou com o braço no rosto do adversário e foi expulso. O zagueiro brasileiro nem tinha cartão amarelo.

Mesmo com a expulsão, o Brasil não se intimidou no jogo. Incrivelmente o time de Dunga tinha mais posse de bola e pressionava de diversas formas. A seleção tocava bem a bola e chegou com perigo em mais um cruzamento de Maicon. Luis Fabiano acreditou numa jogada que parecia perdida. O brasileiro finalizou de primeira, mesmo meio torto e por pouco abriu o placar aos 16 minutos. O zagueiro Arango tirou na raça, quase encima da linha.

O time brasileiro tomou conta do jogo e foi melhor durante toda a segunda etapa. Com o tempo, Dunga teve que realizar as substituições, pois era visível o desgaste da equipe por jogar com um a menos desde o inicio do segundo tempo. Enquanto isso, os visitantes continuavam abusando das faltas, que o árbitro ignorava. Quando tinham a posse de bola, só apostava nos contra-ataques.

Mas o time do Brasil guerreiro. Comandado pela boa atuação de Kaká, não desistiu até o apito final. E foi o camisa 10 do Brasil, que proporcionou a jogada mais bonita do jogo. Ele deu um belo chute de fora da área, aos 43 minutos. Desta vez, a bola foi rasteirinha, com efeito, mas ela bateu na trave, andou caprichosamente na linha e saiu.

Elano ainda tentou chute de fora da área no último minuto, mas não havia mais tempo para mudar o placar da partida. Fim de jogo: 0 x 0.

Ficha do jogo:

BRASIL 0 X 0 VENEZUELA

Local: Estádio Morenão, em Campo Grande. Data:14/10/2009 amarelos: Cartões amerelos: Luis Fabiano, Luisão (BRAl); Chacon, Vizcarrondo, Di Giorgi, Granados (VEN).
Cartões vermelhos: Miranda(BRA) Árbitro: Victor Carrillo (PER). Auxiliares: César Escano (PER) e Luis Abaddie (PER). Renda: 2.562.925,00. Público: 23.746 pagantes.


BRASIL: Julio César, Maicon, Miranda, Luisão e Felipe Luís (Alex); Gilberto Silva, Lucas, Ramires (Elano) e Kaká; Nilmar e Luis Fabiano (Diego Tardelli). Tec: Dunga

VENEZUELA:Vega, Chacón, Rey, Viscarrondo e Granados; Lucena, Di Giorgi, Ríncon (Seijas) e Arango (Fedor); Moreno (Rondón) e Maldonado. Tec: César Farias.