terça-feira, 23 de setembro de 2014

7 Vezes Golaço: você faz parte desta história

Sete! Conta de mentiroso. Mas é verdade.  Passaram-se sete anos do primeiro artigo escrito no aqui blog. Ao reler o primeiro texto, falava naquele 23 de setembro de 2007, do mundo globalizado no futebol, do encontro de Pelé e Didi Mocó e da rodada do Brasileirão. Eu, ainda um estudante, quase debutante, aspirante a jornalista, apaixonado por futebol, por escrever, e pelo rádio que teve grande influência positiva durante anos da minha infância para baixo e para cima com meu pai. Os erros bobos de grafia, o que é muito comum quando se começa. Mas, muita vontade e paixão desde sempre.

Ao longo destes anos muita coisa mudou na minha vida. Muito aprendizado todos os dias.  Erros. Acertos. Dúvidas. Certezas. Incertezas. Conquistas. Várias conquistas, sim. Mesmo com  as dificuldades de  principiante, tinha certeza dentro de mim que o caminho estava certo, independente pela rota que passasse. Vieram as primeiras experiências em diferentes mídias: impresso, rádio, internet, mobile. Até conquistar o primeiro título de Jornalista, em 2011.

E o destino, como dizia um grande ídolo meu, o saudoso jornalista Luiz Mendes, "O Futebol tem suas esquinas do destino, como tudo o mais".  O destino me trouxe aos poucos para o outro lado da mesa. De quem estudou para gerar notícia, passou a trabalhar para produzir notícia. João Henrique Areias, um dos precursores do marketing esportivo no Brasil, a quem sou muito grato, me "roubou", no bom sentido, das laudas e das pautas para o mundo dos negócios.  

Entrei para o business mas não perdi a paixão pelo texto, pelo rádio por tudo que sempre admirei e sonhei e sonho na minha vida. Meu senso crítico, honesto, sincero, continua mais vivo do que nunca sete anos depois. E eu vou lutar por isso fora dos gramados, quadras, tatames e ginásios. Por onde passar. Os aprendizados no mundo "cão" dos bastidores do esporte tem sido imensos, e que continuam me fazendo crescer aos poucos. 

Hoje sou movido a desafios. Me conheço mais a cada dia que passa. Depois de passar por agências de marketing esportivo, conhecer e trabalhar com grandes profissionais da área, criei a GMA Brasil, em 2012, quando tudo parecia clarear. Mas nublou. Sobrevivi "na raça" a tempestade. Realizei meu primeiro case Arena C30 um ano depois. Virei  mais do que nunca chefe de mim mesmo aos 25 anos de idade. Passei a tomar decisões. E venho renascendo aos poucos em busca do meu espaço. No próximo mês, vem a celebração de mais um título de MBA em Marketing, pela PUC-RJ.

Atualmente vivo um novo desafio rumo aos Jogos Paralímpicos Rio 2016, trabalhando para Angra Assessoria. Como diz sempre mundo da bola, "continuo buscando o meu melhor".  Ah, "que clichê", é a cara do futebol. Porém digo ouvindo a voz  do meu coração. Sempre fiz e farei todos os dias da minha vida. Sou e serei eternamente grato a todos vocês que fazem parte desta história. E estou aqui para fazer história.

Estamos aqui para isso. Aproveito para encerrar com a mesma frase que curiosamente fechei aquele primeiro texto: no fim das contas ninguém é dono do tempo.

Beijo no coração!

Kadu Braga






terça-feira, 8 de julho de 2014

Foi só complicar o simples: Alemanha 7 x 1 Brasil

Parreira disse uma vez: "É fácil falar: tira fulano, coloca beltrano. Até minha mãe fala isso".  É verdade. Muitas palavras se vão ao vento com a mesma facilidade que são pronunciadas. Fazer é o mais difícil. Desta vez, Felipão e Parreira não conseguiram.

Explicação? Explicar o inexplicável. O inimaginável. O imprevisível. Imprevisível, sim.  O Brasil tinha time suficiente para bater qualquer um. Mesmo sem Neymar e Thiago Siva. Era possível jogar de igual para igual com a Alemanha e disputar a final. Bastava fazer mais simples. Poderia ganhar ou perder, porém de forma mais normal.

No mundo do futebol se vai de herói a vilão e vice-versa numa fração de segundos. Na tomada de uma simples decisão de por 'beltrano ao invéz de ciclano'.  Desta vez Felipão pecou pelo excesso ao optar por Bernard. Poderia muito bem sentir o panorama do jogo entrando no tradicional 4-4-2, colocando mais um meia para tentar congestionar o bom toque de bola alemão.  E foi assim que o time treinou.

Ao longo da competição a maior crítica era  a falta de meio campo criativo. Não tivemos um camisa 10 clássico para trabalhar a bola, pensar o jogo e achar os atacantes em posição favorável para marcar. Hoje não tivemos nem meio, nem defesa, nem ataque.  

Errar é humano. Insistir no erro é omissão. É inoperância. Após levar o terceiro gol, alterar a equipe é algo natural. Ainda mais da forma como o jogo andava. Ou se esperava um lampejo de talento de Fred, Hulk, Bernard e Oscar apáticos em campo?

Faltou ainda um verdadeiro líder dentro de campo para tentar acalmar o jogo. Cair no chão. Esfriar o jogo. Nem isso os jogadores brasileiros tiveram a percepção de fazer na tentativa de arrumar o rumo da prosa.

Há de se reconhecer é claro a superioridade do adversário. A qualidade. A eficiência. Mereceram com todas as letras a vitória histórica por 7 a 1.  

Vale ressaltar a ascenção em vários sentidos do futebol da equipe de Klose - agora o maior artilheiro das Copas, no passado recente.  O trabalho feito na valorizada e organizada Bundesliga reflete na camisa do selecionado.

Que todos acordem amanhã não pensando mais na lesão do craque Neymar. E sim em fazer um papel digno do futebol pentacampeão contra quem vier para encerrar de pé a 'Copa das Copas'.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Copa no quintal de casa

A contagem regressiva começou. Faltam poucas horas para o início da Copa do Mundo no Brasil. Quem diria. Do bordão #imaginaafesta ao #nãovaitercopa o povo se divide e se une ao mesmo tempo. Se enrola na bandeira com no grito de gol com a bandeira e ela vira pano de chão com a realidade da falta de desenvolvimento.

Vai ter Copa sim. Se vai ser a Copa das Copas os próximos dias nos mostrarão. Seja ganhando seja perdendo. Vai ser a Copa com a cara do Brasil. Tudo do jeito improvisado, ao mesmo tempo alegre de ser.  Na verdade, a culpa da insatisfação geral é do governo que além de não entregar, criou uma senhora expectativa em torno do evento. Todo mundo achou que viveríamos o primeiro mundo durante este mês e o legado ficaria sempre.

Nada foi feito? Mentira! Mas muito pouco... Muita coisa foi chutada ou esquecida pelo Governo. Culpa da FIFA? Mentira! Ela é a dona do evento, fez suas exigências e o Brasil aceitou. Inclusive o povo que acordou tarde demais quando viu que nada daquilo projetado seria entregue.

A Copa é além de uma grande festa um baita catalizador de investimentos sim, além da visibilidade mundial que proporciona. Porém, Infelizmente nem mesmo os grandes e pequenos clubes de futebol conseguiram se planejar suficientemente para melhorar suas estruturas para receber os maiores jogadores de futebol no planeta. Temos hoje apenas 12 novas Arenas. Algumas talvez ainda sem um grande futuro pela frente.

Fica o gosto de quero mais. Pelo lado esportivo nossa seleção parece estar no caminho certo. Sofre da dependência clara de Neymar. É verdade. E isso acontece justamente pela falta de estrutura. De uma gama de opções, de ídolos nacionais. Nas últimas três Copas tinhas sempre dois, três, quatro grandes estrelas. Hoje temos apenas uma em sua primeira oportunidade.

Para ganhar a Copa não bastará ter apenas o experiente Felipão e sua comissão. Futebol são 11 contra 11. É talento. É magia. É  bola na rede. É improviso. E se nisso o brasileiro é mestre.


Que façam dar certo assim tanto dentro e fora de campo. Boa sorte, Brasil.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O novo-velho cartão de visitas do Brasil

Muito prazer: Brasil. Demorou apenas um minuto e trinta e três segundos para começar a festa. Foi uma verdadeira aula de futebol diante da temida e invicta Espanha após 26 jogos. O gol de Fred no início da partida colocou o time e a torcida numa verdadeira sintonia ainda mais fina.

Só quem viveu a experiência conseguiu sentir a presença dos ‘Deuses do Futebol’. A energia era diferente mesmo da vitória por 3 a 0, diante dos espanhóis no Maracanã.

Esportivamente Felipão acertou em cheio.  O comandante da seleção tem uma capacidade incrível de aproveitar ao máximo de cada atleta. Parreira além de um gestor experiente sabe lidar muito bem com grupo. A dupla fora de campo está construindo uma equipe com a cara do Brasil. Uma geração jovem, muito talentosa e ao mesmo tempo madura.

O destaque de Neymar foi o verdadeiro cartão de visitas que precisávamos. É o novo-velho selo qualidade na seleção brasileira. Um jogador que mistura arte com objetividade. A impressão que se têm é que o craque brasileiro ‘custou barato ao Barcelona’. Somando seu talento com a experiência que irá adquirir na Europa ajudará ainda mais a seleção brasileira em 2014.

A experiência do ‘Gameday’ foi a melhor possível. Sem grandes problemas a torcida teve oportunidade de aproveitar o espetáculo de forma saudável. O transporte público integrado para os torcedores foi uma tacada acertada da organização.

 O clima de festa com atração musical, os quiosques dos patrocinadores para ativação de marcas como Sony, Coca-Cola, Adidas, Budweiser, Hyundai e outras parceiras proporcionaram entretenimento de alto nível aos torcedores. São grandes corporações fortalecendo suas marcas em ambiente único. Assim, o alto investimento na esfera esportiva se justifica já que vai além da simples exposição da logomarca. Ele toca diretamente na emoção da experiência positiva do torcedor.

A vitória do Brasil ajudará muito no engajamento do povo para a competição principal no próximo ano. O sucesso em campo às vezes torna-se um elemento engajador até mesmo no ponto de vista de marketing, já que vivemos um momento de união por um país mais justo e sério no ponto de vista governamental.

 Agora, comemorações à parte, entramos em contagem regressiva. Temos menos de um ano para ajustar os detalhes que deram errado no evento teste. É fazer o resultado positivo de dentro das quatro linhas aparecer no lado de fora, pois a dimensão  e a responsabilidade da Copa do Mundo é bem maior.

terça-feira, 18 de junho de 2013

POR UM NOVO CONCEITO? QUE SEJA!

Há pouco mais de 15 dias Brasil X Inglaterra entraram em campo no Maracanã, em jogo teste para Copa das Confederações.  O desempenho do time em campo não é o assunto do momento e parece que o jogo agora é fora de campo.  Naquele dia senti falta de nacionalismo da torcida brasileira. Os brasileiros se mantiveram praticamente calados ao longo daqueles 90 minutos de partida. Nem mesmo o tradicional “Eu sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor", foi entoado pelos espectadores”.

O brasileiro já não sente mais orgulho. A aproximação do povo brasileiro com a Copa, apesar de ser em nosso território não é tão grande. Talvez nem mesmo um marketing eficiente dos órgãos competentes seja capaz de proporcionar isso. O preço abusivo dos ingressos é outro fator claro que deixa o verdadeiro torcedor brasileiro fora do espetáculo. Será que está todo mundo se sentindo vendido à FIFA?

Mas a verdadeira questão está muito além de uma partida de futebol. Ganhar ou perder a competição não é o mais importante agora. A população brasileira acordou para o descaso que está acontecendo neste Brasil há um longo tempo. Está todo mundo cansado de ser enganado. Os protestos mostram a cara de um novo pensamento unificado. É a mescla da alta sociedade com o trabalhador humilde.

Com certeza não é por 20 centavos.  Torçamos para que seja muito além disso. Que seja então por um novo conceito. Assim, na hora de ir às urnas, que ninguém se venda por nada e faça sua parte na hora de escolher o poder.

Assim ficará mais fácil o Brasil ser campeão de verdade fora dos gramados. 

(Foto: Site Uol)

domingo, 2 de junho de 2013

DOMINGO DE CURTIÇÃO E OLHAR CRÍTICO NO MARACA

Neste domingo a partida amistosa de preparação da Copa das Confederações entre Brasil e Inglaterra, empatada em 2 a 2, marcou a reinauguração oficial do Maracanã.  Ir a grandes eventos por aqui nunca foi uma missão das mais fáceis. Ainda estamos aprendendo a organizar tudo em padrões internacionais. Tratar bem o consumidor é regra básica.



Indo para o Maraca acompanhado da minha mãe, tentava-me desprender do meu olhar crítico como Jornalista e Gestor em Marketing Esportivo para aproveitar o ‘Gameday’ como torcedor brasileiro de camisa amarela. ‘Impossível’. Curtição sim é claro. A análise viria por tabela.

Pelo lado lúdico pisar no Novo Maracanã quatro anos depois foi uma emoção forte.  O Estádio está muito bonito e moderno, embora a real sensação seja de que estamos pisando em uma arena esportiva em outro País. A essência do verdadeiro Maraca se foi para quem conheceu bem um dos maiores ‘Templos do Futebol’.

Em um contexto geral tudo fluiu sem maiores confusões. A dificuldade do acesso de e saída com acesso de taxi ou carro era previsível, embora tenhamos sido vítima de um atendimento péssimo do motorista que nos levava - um verdadeiro absurdo. Na saída dificuldade para conseguir condução. A prefeitura deveria ter organizado uma zona para que este tipo de veículo pudesse encaminhar os torcedores com o devido conforto e o mais próximo possível.

Outro fato interessante aconteceu neste dia marcante. A questão dos lugares numerados tem vantagens e desvantagens rende boa discussão. Certo momento deixamos as cadeiras para tirar fotos, quando um rapaz sentou em meu lugar. Educadamente mostrei meu ingresso. Apesar de retrucar um pouco e pensar por alguns segundos, levantou-se. Resolvido. Outras pessoas sentadas perto também tiveram o mesmo problema.

O ponto positivo desta medida é pelo conforto nestas situações. O torcedor pode se deslocar sem ter problema, tem a possibilidade de chegar ao jogo em qualquer horário que o seu lugar, se respeitado, estará ali. É uma novidade interessante. Culturalmente será difícil de emplacar no em terras brasileiras.

Pensando pelo lado negativo se for a diante será cada vez mais difícil de assistir aos jogos com um grupo de amigos. Não é fácil todos conseguirem comprar entradas no mesmo setor.  As torcidas organizadas ficariam como? Teriam parte previamente reservada? A medida poderia também colaborar no cadastramento dos torcedores, por consequência ajuda a diminuir a violência.


Em campo não se viu um show de bola. Neymar esteve muito bem. As experiências com Luiz Gustavo e Felipe Luís foram interessantes. O lado inglês mais eficiente. Poucas chances e um belo gol de Rooney. Aos poucos o time de Felipão deve se entrosar. Assim, o talento de Neymar, Lucas, Oscar e Fred vai aparecer. E tomara que seja com Futebol-Arte. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O CASE NEYMAR: UMA VITÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO

Tempos atrás o improvável era dado como impossível. Jovens tantos brasileiros esbanjavam talento nem estouravam idade e já rumavam para o exterior. Resultado disso: pouquíssima aproximação com o torcedor de seu clube, poucos títulos, pouca experiência, identidade quase zero com a bandeira brasileira. Foi assim com Alexandre Pato, André, Keirrison, Nilmar, entre outros. Nenhum deles encantou no exterior voltaram a jogar no futebol brasileiro.

A história de Neymar está sendo escrita diferente. O tratamento dado a ele foi outro em todos os sentidos, justamente por ser uma jóia rara no futebol mundial. Não me esqueço do episódio de 2010, na partida entre Atlético-GO x Santos, pelo Campeonato Brasileiro. Naquele jogo, o camisa 11 do Santos desrespeitou o então treinador Dorival Júnior, xingou, gesticulou para torcida, e ainda sobrou para o técnico do time goiano na época, René Simões.

Quis Deus e o destino aquilo acontecesse. As sábias palavras do treinador à imprensa colaboraram para o futuro de Neymar: “poucas vezes vi alguém tão mal-educado desportivamente. Estamos criando um monstro no futebol brasileiro” - completou Renê. Por mais estranho que se possa parecer, este  fato foi crucial na carreira do atleta. A partir dali houve uma transformação na infra-estrutura de atendimento. A lida com imprensa passou a ser mais saudável, houve uma significativa melhora do comportamento em campo e sua imagem se valorizou cada dia mais.

O desempenho do craque em campo também evoluiu.  O assédio do mercado europeu consequentemente aumentou. Mas o Santos Futebol Clube, os profissionais que trabalham para o jogador foram implacáveis. O que aconteceu, na verdade, foi um verdadeiro case de marketing e também esportivo. Uma vitória do futebol brasileiro. Resultado positivo dentro e fora das quatro linhas.

Ao longo destes últimos três anos o craque acumulou chegou a acumular 11 patrocinadores. Tudo isso para ajudar a bancar sua permanência no Brasil. Ele valorizou a marca Santos F.C. Sua imagem engordou os contratos de patrocínio do clube, cotas de TV, arrecadação em bilheteria, e o mais importante de tudo: conquistou títulos de âmbito nacional e internacional. Virou um verdadeiro ídolo. Aumentou a torcida. Isso nunca se apaga. O nome de Neymar Jr está escrito na história do Santos.

A ida para o Barcelona ajudará na continuidade do amadurecimento do jogador. Tem tudo para brilhar ao lado de Messi.  Faltando um ano para Copa é bom quando lembramos que - Neymar é brasileiro!