segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Os primeiros toques de 2015

O tempo passa, o tempo voa. Já estamos terminando o primeiro mês do aguardado 2015. Depois de um ano que deu a maior lição de todos os tempos no futebol brasileiro com o fatídico 7 x 1 na Copa, o mercado está ávido por mudanças. Isto é, tanto no meio organizacional em sua estrutura, bem como no espetáculo. Tanto no ponto de vista esportivo, e ainda no aspecto do entretenimento que ainda engatinha no Brasil.

Pontos fortes e fracos de desenham nesta primeira fase do ano. A fase lenta pré-carnaval segue firme no Brasil. É aquele esquenta interminável. Pernas inquietas para os que desejam crescer. Fica mais complexo ainda quando o sóbrio num "insight" de realidade lembra da capa do jornal.  Ele sabe que as pernas do país, em si, não está nada bem. O time do coração, neste caso, é um mero detalhe.

Mas vamos lá. Na verdade, o relógio já está contando. A pré temporada mais longa deixa um saldo bem positivo. Por outro lado, algumas ressalvas a se fazer colocam um contra ponto negativo ao nosso futebol.

Pelo lado bom, a Integração entre equipes, clubes, jogadores, técnicos do futebol em âmbito nacional e internacional. Algo bem produtivo para o marketing dos clubes que sabendo trabalhar ampliam bem o leque de faturamento, muito além da renda do jogo ou torneio amistoso.

Esportivamente, o futebol do Rio de Janeiro, começa sem muito brilho para temporada: Flamengo fez acertos pontuais interessantes.  Fluminense, salvo a perda de Dário Conca, também manteve uma base de 2014. Vasco mostrou que precisa melhorar muito para se manter vivo. Por fim, o Botafogo com uma equipe totalmente renovada e sem ídolos é uma incógnita e precisará convencer a torcida e voltar a elite.

Os pontos que enfraquecem nosso espetáculo

O Cruzeiro, Bi-Campeão Brasileiro, “revelou” três grandes jogadores nos últimos dois anos. Ricardo Goulart, Éverton Ribeiro e Lucas Silva. Os dois primeiros seguem para centros sem tradição. Muito dinheiro, mas planejamento de carreira esquecido. A tendência é que se afastem da seleção. "Pior para fatos". Pior para todos.

A outra baixa do fim de semana é o tratamento dado pela mídia ao Red Bull Brasil, equipe da Série A1 do Campeonato Paulista (Paulistão Itaipava). Grandes emissoras do Brasil estão nomeando de “RB Brasil”, e ainda alterando o escudo da equipe. É uma autêntica bola fora ao esporte brasileiro que está lutando para se desenvolver e se reerguer. Isto só afasta investidores.

Para fechar a conta, temos ainda o imbróglio com a precificação dos ingressos. Precisamos torná-lo rentável novamente. Só será possível com uma força tarefa de todos. Federação, Clubes, Dirigentes e patrocinadores.  Todos precisam ter bom senso para chegar a um consenso. É preciso gerar interesse , fazer entretenimento, e abrir espaço para que os anunciantes (parceiros) do campeonato e das equipes possam chamar a torcida aos estádios. Sem isto nossa média de público só se deteriorará.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

O ano para o brasileiro lembrar


Quando a coisa dá errado vem logo aquele clichê: “o ano para esquecer”. Acredito cada vez mais no contrário. Aquilo que deu errado é preciso estar bem claro para se lembrar sempre, mas não errar de novo. Isso retrata um pouco daquilo que o brasileiro viveu em 2014. Uma Copa do Mundo maravilhosa fora de campo. Já dentro, todo mundo sabe o que aconteceu. Nas urnas também.

A palavra planejamento deve estar na ponta da língua para quem quer fazer sucesso. Seja para um fim de semana de férias, seja para planejar uma Copa do Mundo. A seleção foi no ímpeto da camisa, do embalo da torcida, e da grande fase da equipe um ano antes. Deu no que deu. É preciso uma reforma geral na nossa gestão para reparar as coisas. Que sirva de lição. Dunga não é o meu favorito. O fato de não ter medo de mudanças pode ser extremamente positivo. Quem aprendeu a perder, pode aprender a ganhar.

O futebol carioca conseguiu a façanha de passar o ano em branco. A começar pelo Botafogo que conseguiu ir da bonança na Libertadores, à tempestade da segundona. Seguiu a cartilha direitinho para um time que deseja se classificar para Série B. E conseguiu. Maurício Assumpção é um “verdadeiro herói”.

Ainda sobre o ano sem brilho, o Flamengo conseguiu se safar da confusão graças aquela palavrinha mágica: planejamento. Fez uso tarde dela, mas fez. Chegou perto do Bi da Copa do Brasil e se manteve na Série A. Graças a experiência de Luxa que conseguiu segurar a onda e fazer uma coisa de cada vez.

Já o Fluminense jogou para o gasto. Algumas derrotas lamentáveis tiraram o Flu de embarcar para a América. Não há motivos para crise, tampouco protestos de meia dúzia de desocupados porta do clube.

O Vasco subiu. Na marra.  Na obrigação. Infelizmente o futuro fica nas mãos da “Cartolagem” de Eurico, o verdadeiro veneno do futebol brasileiro.

2014 foi o ano para o Brasil lembrar. Esquecer jamais. No futebol e na política o brasileiro errou feio este ano.

Quem sabe, em 2018, vamos lembrar para fazer diferente?



terça-feira, 23 de setembro de 2014

7 Vezes Golaço: você faz parte desta história

Sete! Conta de mentiroso. Mas é verdade.  Passaram-se sete anos do primeiro artigo escrito no aqui blog. Ao reler o primeiro texto, falava naquele 23 de setembro de 2007, do mundo globalizado no futebol, do encontro de Pelé e Didi Mocó e da rodada do Brasileirão. Eu, ainda um estudante, quase debutante, aspirante a jornalista, apaixonado por futebol, por escrever, e pelo rádio que teve grande influência positiva durante anos da minha infância para baixo e para cima com meu pai. Os erros bobos de grafia, o que é muito comum quando se começa. Mas, muita vontade e paixão desde sempre.

Ao longo destes anos muita coisa mudou na minha vida. Muito aprendizado todos os dias.  Erros. Acertos. Dúvidas. Certezas. Incertezas. Conquistas. Várias conquistas, sim. Mesmo com  as dificuldades de  principiante, tinha certeza dentro de mim que o caminho estava certo, independente pela rota que passasse. Vieram as primeiras experiências em diferentes mídias: impresso, rádio, internet, mobile. Até conquistar o primeiro título de Jornalista, em 2011.

E o destino, como dizia um grande ídolo meu, o saudoso jornalista Luiz Mendes, "O Futebol tem suas esquinas do destino, como tudo o mais".  O destino me trouxe aos poucos para o outro lado da mesa. De quem estudou para gerar notícia, passou a trabalhar para produzir notícia. João Henrique Areias, um dos precursores do marketing esportivo no Brasil, a quem sou muito grato, me "roubou", no bom sentido, das laudas e das pautas para o mundo dos negócios.  

Entrei para o business mas não perdi a paixão pelo texto, pelo rádio por tudo que sempre admirei e sonhei e sonho na minha vida. Meu senso crítico, honesto, sincero, continua mais vivo do que nunca sete anos depois. E eu vou lutar por isso fora dos gramados, quadras, tatames e ginásios. Por onde passar. Os aprendizados no mundo "cão" dos bastidores do esporte tem sido imensos, e que continuam me fazendo crescer aos poucos. 

Hoje sou movido a desafios. Me conheço mais a cada dia que passa. Depois de passar por agências de marketing esportivo, conhecer e trabalhar com grandes profissionais da área, criei a GMA Brasil, em 2012, quando tudo parecia clarear. Mas nublou. Sobrevivi "na raça" a tempestade. Realizei meu primeiro case Arena C30 um ano depois. Virei  mais do que nunca chefe de mim mesmo aos 25 anos de idade. Passei a tomar decisões. E venho renascendo aos poucos em busca do meu espaço. No próximo mês, vem a celebração de mais um título de MBA em Marketing, pela PUC-RJ.

Atualmente vivo um novo desafio rumo aos Jogos Paralímpicos Rio 2016, trabalhando para Angra Assessoria. Como diz sempre mundo da bola, "continuo buscando o meu melhor".  Ah, "que clichê", é a cara do futebol. Porém digo ouvindo a voz  do meu coração. Sempre fiz e farei todos os dias da minha vida. Sou e serei eternamente grato a todos vocês que fazem parte desta história. E estou aqui para fazer história.

Estamos aqui para isso. Aproveito para encerrar com a mesma frase que curiosamente fechei aquele primeiro texto: no fim das contas ninguém é dono do tempo.

Beijo no coração!

Kadu Braga






terça-feira, 8 de julho de 2014

Foi só complicar o simples: Alemanha 7 x 1 Brasil

Parreira disse uma vez: "É fácil falar: tira fulano, coloca beltrano. Até minha mãe fala isso".  É verdade. Muitas palavras se vão ao vento com a mesma facilidade que são pronunciadas. Fazer é o mais difícil. Desta vez, Felipão e Parreira não conseguiram.

Explicação? Explicar o inexplicável. O inimaginável. O imprevisível. Imprevisível, sim.  O Brasil tinha time suficiente para bater qualquer um. Mesmo sem Neymar e Thiago Siva. Era possível jogar de igual para igual com a Alemanha e disputar a final. Bastava fazer mais simples. Poderia ganhar ou perder, porém de forma mais normal.

No mundo do futebol se vai de herói a vilão e vice-versa numa fração de segundos. Na tomada de uma simples decisão de por 'beltrano ao invéz de ciclano'.  Desta vez Felipão pecou pelo excesso ao optar por Bernard. Poderia muito bem sentir o panorama do jogo entrando no tradicional 4-4-2, colocando mais um meia para tentar congestionar o bom toque de bola alemão.  E foi assim que o time treinou.

Ao longo da competição a maior crítica era  a falta de meio campo criativo. Não tivemos um camisa 10 clássico para trabalhar a bola, pensar o jogo e achar os atacantes em posição favorável para marcar. Hoje não tivemos nem meio, nem defesa, nem ataque.  

Errar é humano. Insistir no erro é omissão. É inoperância. Após levar o terceiro gol, alterar a equipe é algo natural. Ainda mais da forma como o jogo andava. Ou se esperava um lampejo de talento de Fred, Hulk, Bernard e Oscar apáticos em campo?

Faltou ainda um verdadeiro líder dentro de campo para tentar acalmar o jogo. Cair no chão. Esfriar o jogo. Nem isso os jogadores brasileiros tiveram a percepção de fazer na tentativa de arrumar o rumo da prosa.

Há de se reconhecer é claro a superioridade do adversário. A qualidade. A eficiência. Mereceram com todas as letras a vitória histórica por 7 a 1.  

Vale ressaltar a ascenção em vários sentidos do futebol da equipe de Klose - agora o maior artilheiro das Copas, no passado recente.  O trabalho feito na valorizada e organizada Bundesliga reflete na camisa do selecionado.

Que todos acordem amanhã não pensando mais na lesão do craque Neymar. E sim em fazer um papel digno do futebol pentacampeão contra quem vier para encerrar de pé a 'Copa das Copas'.


segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Copa no quintal de casa

A contagem regressiva começou. Faltam poucas horas para o início da Copa do Mundo no Brasil. Quem diria. Do bordão #imaginaafesta ao #nãovaitercopa o povo se divide e se une ao mesmo tempo. Se enrola na bandeira com no grito de gol com a bandeira e ela vira pano de chão com a realidade da falta de desenvolvimento.

Vai ter Copa sim. Se vai ser a Copa das Copas os próximos dias nos mostrarão. Seja ganhando seja perdendo. Vai ser a Copa com a cara do Brasil. Tudo do jeito improvisado, ao mesmo tempo alegre de ser.  Na verdade, a culpa da insatisfação geral é do governo que além de não entregar, criou uma senhora expectativa em torno do evento. Todo mundo achou que viveríamos o primeiro mundo durante este mês e o legado ficaria sempre.

Nada foi feito? Mentira! Mas muito pouco... Muita coisa foi chutada ou esquecida pelo Governo. Culpa da FIFA? Mentira! Ela é a dona do evento, fez suas exigências e o Brasil aceitou. Inclusive o povo que acordou tarde demais quando viu que nada daquilo projetado seria entregue.

A Copa é além de uma grande festa um baita catalizador de investimentos sim, além da visibilidade mundial que proporciona. Porém, Infelizmente nem mesmo os grandes e pequenos clubes de futebol conseguiram se planejar suficientemente para melhorar suas estruturas para receber os maiores jogadores de futebol no planeta. Temos hoje apenas 12 novas Arenas. Algumas talvez ainda sem um grande futuro pela frente.

Fica o gosto de quero mais. Pelo lado esportivo nossa seleção parece estar no caminho certo. Sofre da dependência clara de Neymar. É verdade. E isso acontece justamente pela falta de estrutura. De uma gama de opções, de ídolos nacionais. Nas últimas três Copas tinhas sempre dois, três, quatro grandes estrelas. Hoje temos apenas uma em sua primeira oportunidade.

Para ganhar a Copa não bastará ter apenas o experiente Felipão e sua comissão. Futebol são 11 contra 11. É talento. É magia. É  bola na rede. É improviso. E se nisso o brasileiro é mestre.


Que façam dar certo assim tanto dentro e fora de campo. Boa sorte, Brasil.

segunda-feira, 1 de julho de 2013

O novo-velho cartão de visitas do Brasil

Muito prazer: Brasil. Demorou apenas um minuto e trinta e três segundos para começar a festa. Foi uma verdadeira aula de futebol diante da temida e invicta Espanha após 26 jogos. O gol de Fred no início da partida colocou o time e a torcida numa verdadeira sintonia ainda mais fina.

Só quem viveu a experiência conseguiu sentir a presença dos ‘Deuses do Futebol’. A energia era diferente mesmo da vitória por 3 a 0, diante dos espanhóis no Maracanã.

Esportivamente Felipão acertou em cheio.  O comandante da seleção tem uma capacidade incrível de aproveitar ao máximo de cada atleta. Parreira além de um gestor experiente sabe lidar muito bem com grupo. A dupla fora de campo está construindo uma equipe com a cara do Brasil. Uma geração jovem, muito talentosa e ao mesmo tempo madura.

O destaque de Neymar foi o verdadeiro cartão de visitas que precisávamos. É o novo-velho selo qualidade na seleção brasileira. Um jogador que mistura arte com objetividade. A impressão que se têm é que o craque brasileiro ‘custou barato ao Barcelona’. Somando seu talento com a experiência que irá adquirir na Europa ajudará ainda mais a seleção brasileira em 2014.

A experiência do ‘Gameday’ foi a melhor possível. Sem grandes problemas a torcida teve oportunidade de aproveitar o espetáculo de forma saudável. O transporte público integrado para os torcedores foi uma tacada acertada da organização.

 O clima de festa com atração musical, os quiosques dos patrocinadores para ativação de marcas como Sony, Coca-Cola, Adidas, Budweiser, Hyundai e outras parceiras proporcionaram entretenimento de alto nível aos torcedores. São grandes corporações fortalecendo suas marcas em ambiente único. Assim, o alto investimento na esfera esportiva se justifica já que vai além da simples exposição da logomarca. Ele toca diretamente na emoção da experiência positiva do torcedor.

A vitória do Brasil ajudará muito no engajamento do povo para a competição principal no próximo ano. O sucesso em campo às vezes torna-se um elemento engajador até mesmo no ponto de vista de marketing, já que vivemos um momento de união por um país mais justo e sério no ponto de vista governamental.

 Agora, comemorações à parte, entramos em contagem regressiva. Temos menos de um ano para ajustar os detalhes que deram errado no evento teste. É fazer o resultado positivo de dentro das quatro linhas aparecer no lado de fora, pois a dimensão  e a responsabilidade da Copa do Mundo é bem maior.

terça-feira, 18 de junho de 2013

POR UM NOVO CONCEITO? QUE SEJA!

Há pouco mais de 15 dias Brasil X Inglaterra entraram em campo no Maracanã, em jogo teste para Copa das Confederações.  O desempenho do time em campo não é o assunto do momento e parece que o jogo agora é fora de campo.  Naquele dia senti falta de nacionalismo da torcida brasileira. Os brasileiros se mantiveram praticamente calados ao longo daqueles 90 minutos de partida. Nem mesmo o tradicional “Eu sou brasileiro com muito orgulho e com muito amor", foi entoado pelos espectadores”.

O brasileiro já não sente mais orgulho. A aproximação do povo brasileiro com a Copa, apesar de ser em nosso território não é tão grande. Talvez nem mesmo um marketing eficiente dos órgãos competentes seja capaz de proporcionar isso. O preço abusivo dos ingressos é outro fator claro que deixa o verdadeiro torcedor brasileiro fora do espetáculo. Será que está todo mundo se sentindo vendido à FIFA?

Mas a verdadeira questão está muito além de uma partida de futebol. Ganhar ou perder a competição não é o mais importante agora. A população brasileira acordou para o descaso que está acontecendo neste Brasil há um longo tempo. Está todo mundo cansado de ser enganado. Os protestos mostram a cara de um novo pensamento unificado. É a mescla da alta sociedade com o trabalhador humilde.

Com certeza não é por 20 centavos.  Torçamos para que seja muito além disso. Que seja então por um novo conceito. Assim, na hora de ir às urnas, que ninguém se venda por nada e faça sua parte na hora de escolher o poder.

Assim ficará mais fácil o Brasil ser campeão de verdade fora dos gramados. 

(Foto: Site Uol)

domingo, 2 de junho de 2013

DOMINGO DE CURTIÇÃO E OLHAR CRÍTICO NO MARACA

Neste domingo a partida amistosa de preparação da Copa das Confederações entre Brasil e Inglaterra, empatada em 2 a 2, marcou a reinauguração oficial do Maracanã.  Ir a grandes eventos por aqui nunca foi uma missão das mais fáceis. Ainda estamos aprendendo a organizar tudo em padrões internacionais. Tratar bem o consumidor é regra básica.



Indo para o Maraca acompanhado da minha mãe, tentava-me desprender do meu olhar crítico como Jornalista e Gestor em Marketing Esportivo para aproveitar o ‘Gameday’ como torcedor brasileiro de camisa amarela. ‘Impossível’. Curtição sim é claro. A análise viria por tabela.

Pelo lado lúdico pisar no Novo Maracanã quatro anos depois foi uma emoção forte.  O Estádio está muito bonito e moderno, embora a real sensação seja de que estamos pisando em uma arena esportiva em outro País. A essência do verdadeiro Maraca se foi para quem conheceu bem um dos maiores ‘Templos do Futebol’.

Em um contexto geral tudo fluiu sem maiores confusões. A dificuldade do acesso de e saída com acesso de taxi ou carro era previsível, embora tenhamos sido vítima de um atendimento péssimo do motorista que nos levava - um verdadeiro absurdo. Na saída dificuldade para conseguir condução. A prefeitura deveria ter organizado uma zona para que este tipo de veículo pudesse encaminhar os torcedores com o devido conforto e o mais próximo possível.

Outro fato interessante aconteceu neste dia marcante. A questão dos lugares numerados tem vantagens e desvantagens rende boa discussão. Certo momento deixamos as cadeiras para tirar fotos, quando um rapaz sentou em meu lugar. Educadamente mostrei meu ingresso. Apesar de retrucar um pouco e pensar por alguns segundos, levantou-se. Resolvido. Outras pessoas sentadas perto também tiveram o mesmo problema.

O ponto positivo desta medida é pelo conforto nestas situações. O torcedor pode se deslocar sem ter problema, tem a possibilidade de chegar ao jogo em qualquer horário que o seu lugar, se respeitado, estará ali. É uma novidade interessante. Culturalmente será difícil de emplacar no em terras brasileiras.

Pensando pelo lado negativo se for a diante será cada vez mais difícil de assistir aos jogos com um grupo de amigos. Não é fácil todos conseguirem comprar entradas no mesmo setor.  As torcidas organizadas ficariam como? Teriam parte previamente reservada? A medida poderia também colaborar no cadastramento dos torcedores, por consequência ajuda a diminuir a violência.


Em campo não se viu um show de bola. Neymar esteve muito bem. As experiências com Luiz Gustavo e Felipe Luís foram interessantes. O lado inglês mais eficiente. Poucas chances e um belo gol de Rooney. Aos poucos o time de Felipão deve se entrosar. Assim, o talento de Neymar, Lucas, Oscar e Fred vai aparecer. E tomara que seja com Futebol-Arte. 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

O CASE NEYMAR: UMA VITÓRIA DO FUTEBOL BRASILEIRO

Tempos atrás o improvável era dado como impossível. Jovens tantos brasileiros esbanjavam talento nem estouravam idade e já rumavam para o exterior. Resultado disso: pouquíssima aproximação com o torcedor de seu clube, poucos títulos, pouca experiência, identidade quase zero com a bandeira brasileira. Foi assim com Alexandre Pato, André, Keirrison, Nilmar, entre outros. Nenhum deles encantou no exterior voltaram a jogar no futebol brasileiro.

A história de Neymar está sendo escrita diferente. O tratamento dado a ele foi outro em todos os sentidos, justamente por ser uma jóia rara no futebol mundial. Não me esqueço do episódio de 2010, na partida entre Atlético-GO x Santos, pelo Campeonato Brasileiro. Naquele jogo, o camisa 11 do Santos desrespeitou o então treinador Dorival Júnior, xingou, gesticulou para torcida, e ainda sobrou para o técnico do time goiano na época, René Simões.

Quis Deus e o destino aquilo acontecesse. As sábias palavras do treinador à imprensa colaboraram para o futuro de Neymar: “poucas vezes vi alguém tão mal-educado desportivamente. Estamos criando um monstro no futebol brasileiro” - completou Renê. Por mais estranho que se possa parecer, este  fato foi crucial na carreira do atleta. A partir dali houve uma transformação na infra-estrutura de atendimento. A lida com imprensa passou a ser mais saudável, houve uma significativa melhora do comportamento em campo e sua imagem se valorizou cada dia mais.

O desempenho do craque em campo também evoluiu.  O assédio do mercado europeu consequentemente aumentou. Mas o Santos Futebol Clube, os profissionais que trabalham para o jogador foram implacáveis. O que aconteceu, na verdade, foi um verdadeiro case de marketing e também esportivo. Uma vitória do futebol brasileiro. Resultado positivo dentro e fora das quatro linhas.

Ao longo destes últimos três anos o craque acumulou chegou a acumular 11 patrocinadores. Tudo isso para ajudar a bancar sua permanência no Brasil. Ele valorizou a marca Santos F.C. Sua imagem engordou os contratos de patrocínio do clube, cotas de TV, arrecadação em bilheteria, e o mais importante de tudo: conquistou títulos de âmbito nacional e internacional. Virou um verdadeiro ídolo. Aumentou a torcida. Isso nunca se apaga. O nome de Neymar Jr está escrito na história do Santos.

A ida para o Barcelona ajudará na continuidade do amadurecimento do jogador. Tem tudo para brilhar ao lado de Messi.  Faltando um ano para Copa é bom quando lembramos que - Neymar é brasileiro!  



segunda-feira, 20 de maio de 2013

O 'timing' de Neymar, do Santos, e do Brasil

Após o fim do Campeonato Paulista, vencido pelo Corinthians, a expectativa da imprensa esportiva em todo Mundo é da possível transferência do jogador brasileiro mais importante na atualidade: Neymar.  Tudo indica que chegou a hora. Há quem diga, inclusive, que já passou da hora.

O astro da Vila Belmiro precisa fazer sua carreira evoluir atuando na Europa ao lado e também contra os melhores jogadores. Está começando a passar do ‘timing’ para todas as partes.  A mudança imediata do camisa 11 traria benefícios aos envolvidos.

Além do aspecto esportivo ao atleta, incluo com justiça os lucros do Santos F.C, clube formador responsável direto pelo sucesso ‘Case Neymar’ ao lado agências de marketing esportivo e empresários no esporte brasileiro. Quebrou-se o tabu de que grandes jogadores não podem fazer uma carreira vitoriosa no Brasil. Outros atributos podem ser incluídos no projeto como: criação de licenciamento de produtos, internacionalização da marca, crescimento da torcida, valorização de direitos de transmissão, etc.

Dentro das quatro linhas, o jogador carimbou títulos de expressão nos últimos três anos. Tri-Paulista 2010-2011-2012, Artilheiro e Campeão da Copa Kia do Brasil 2010, Copa Santander Libertadores 2011, Vice-Campeão Mundial Interclubes 2011, Vice-campeão do Paulistão Chevrolet 2013; pela seleção: Medalha de Prata nos Jogos Olímpicos 2012 e Bicampeão Superclássico das Américas 2011 e 2012.

A jogada visando o planejamento da continuidade da carreira de Neymar precisa ser bem estudada pela equipe que cuida dos interesses do craque. Embora o atleta já esteja mais bem preparado para atuar em qualquer equipe do futebol Mundial é preciso fazer uma análise geral abrangendo diversos aspectos: esportivo, físico, emocional, financeiro e outros detalhes capazes de influenciar no seu desempenho técnico.

Acredito que se seria melhor para o jovem brasileiro atuar no Barcelona. É uma equipe com mentalidade vencedora, escola de futebol moderno, inteligente, infra estrutura que dispensa comentários e se juntaria a um elenco de primeira linha com Messi, Xavi, Iniesta & Cia.

Fechando a análise sobre Ney Jr, não podemos esquecer de que ele é, ou deverá ser a nossa principal figura na Copa do Mundo 2014. Vejo a Copa das Confederações como um verdadeiro laboratório para Felipão e seus comandados. Isto será fundamental para se corrigir os erros e chegamos à competição principal mais perto do Hexa.

E o mais importante: mais bem organizados.

Foto: (Marcos Ribolli - Globoesporte.com)

terça-feira, 14 de maio de 2013

FELIPÃO QUER REPETIR 2002, NÓS TAMBÉM

O dia mais esperado dos últimos meses para o torcedor brasileiro. Depois do presidente José Maria Marín anunciar a Gol Linhas Aéreas como nova patrocinadora da CBF, a lista dos jogadores que vão vestir a camisa da seleção na Copa das Confederações, a ser realizada no Brasil foi divulgada. Luiz Felipe Scolari escolheu seus 23 novos escudeiros. 

Coincidência ou não, os jornais horas antes davam destaque ao palpite do ex-jogador e Deputado, Romário,  que aposta na Alemanha como favorita ao Mundial de 2014. 

O treinador quer repetir 2002, nós também. De família, à 'Esquadrão Scolari'. Na conquista do Penta, Felipão deixou o ex-camisa 11 de fora e venceu. Agora, o técnico da seleção mais visada do mundo quer uma equipe disciplinada. Optou por cortar nomes como Ronaldinho Gaúcho, brilhando no Atlético-MG e Ramires, destaque no Chelsea. Ambos teriam falhado com atrasos na apresentação para amistosos em Londres.

Apesar do quesito disciplina ser importante na manutenção do foco no trabalho, união do grupo e outros pontos positivos, acredito que talento e  momento do jogador devem ser levados em conta. No caso do camisa 49 do Atlético, vejo exatamente desta forma. No momento em que retoma sua motivação, fica de fora. Uma chance boa para todas as partes pode estar indo pelo ralo.

Por outro lado, o comandante optou pela jovem revelação Bernard, também da equipe mineira. De uma forma geral, entre os escolhidos, é possível se reconhecer que há jogadores muito talentosos como Neymar, Fred, Oscar, Lucas, Paulinho, Daniel Alves, Marcelo, Thiago Silva, e há três opções seguras na meta brasileira com Julio César, Jéfferson e Diego Cavalieri. Tudo depende de qual será a formação tática usada e do entrosamento da turma.

Acredito que temos potencial para brigar pelo título. Caso não venha é possível que os erros sejam aprendidos e não se repitam dentro de campo em 2014.

Já fora dele, o cenário é bem mais preocupante, pois não envolve apenas ganhar ou perder um taça. Envolve uma nação. Será que vai ter jeito?




segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

GESTÃO E MARKETING ESPORTIVO: PASSADO, PRESENTE E FUTURO

No inicio dos anos 1970 o futebol brasileiro já era valorizado. Naquela altura, a seleção já tinha o seu terceiro caneco conquistado no México. Aquela inesquecível seleção capitaneada pelo então ex-presidente, João Havelange, entrou para história não só dentro de campo, mas por ter tido também a primeira delegação completa, composta por preparador-físico, massagista, médico, fisiologista, e até um podólogo foi contratado, tamanha a preocupação “Com o instrumento de trabalho dos nossos jogadores”, -  justificou Havelange, em palestra no Rio de Janeiro em setembro de 2009.  “Foram retirados três quilos de impurezas dos pés de todos os selecionados” – contou o dirigente. Observem o detalhe e visão estratégica que JH teve há 43 anos atrás!

De lá pra cá muita coisa aconteceu no esporte brasileiro e mundial. A globalização foi permitindo que o futebol se tornasse um verdadeiro negócio. O mundo inteiro passou a nos ver como primeira referência. Começamos a virar um celeiro exportador já  nos anos 1980 com aquele time mágico de 82. Em 1984, os Jogos Olímpicos de Los Angeles, nos Estados Unidos, foi praticamente integralmente financiado com recursos privados e direitos de transmissão, um marco no marketing esportivo internacional. Graças ao próprio povo que não permitiu a zona com dinheiro público.

Três anos depois, a Copa União de 1987, também dá o verdadeiro pontapé inicial na publicidade esportiva com a entrada da TV no futebol brasileiro com transmissão ao vivo de vários jogos e os primeiros espaços comercializados nos uniformes. A mídia era o grande medo dos clubes. Agora, 26 anos depois, as entidades esportivas, federações e confederações estão escravas dela que virou quase dona majoritária do espetáculo. Precisamos rever os sistemas de disputa, horário dos jogos, preço dos ingressos, ou nosso produto se enfraquecerá bem aos poucos. Para melhorar mais ainda deveríamos proporcionar mais entretenimento ao público. 90 minutos está virando pouco tempo para pouca atração.

Ao mesmo tempo estamos evoluindo em outros sentidos. A Copa está trazendo melhor infra-estrutura, 12 novos Estádios de primeira linha, glamour e consequentemente jogadores renomados como Seedorf, Ronaldinho Gaúcho, Alexandre Pato e Fórlan, por exemplo. Estes atletas sim, se bem trabalhados,  já com história vitoriosa, trazem mídia, receitas de marketing, público ao jogos e possivelmente títulos – o verdadeiro e principal objetivo de qualquer entidade esportiva.

Valorizo muito o esporte, trabalho no meio, mas tenho questionado algumas situações. Se atualmente temos mais possibilidade de informação, tecnologia, estudos, dados estatísticos, vídeos, comparações, gráficos, precisamos criar uma formula precisa para a avaliar e precificar atletas – vejo uma super valorização dada a alguns jogadores. Exemplos: Rafinha, nova revelação do Flamengo: avaliado em R$ 105 milhões. Não completou nem sua primeira competição como profissional. E Dedé, do Vasco, apelidado de “Mito” pela mídia e pela torcida: R$ 100 milhões. Esta alcunha deveria ser lida antes no dicionário por quem lhe apelidou. Em termos de futebol, só consigo pensar em Pelé, Maradona, Garrincha, Puskas e Zico neste nível de “endeusamento”.

Precisamos rever este conceito de que a venda de dois ou três jogadores caros por ano paga as dívidas momentâneas. Estou cada vez mais certo de que o modelo de gestão vem sendo os pontos mais fracos de vários times brasileiros.


segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

ATÉ ONDE VAI O PREJUÍZO PARA OS DONOS DA FESTA?


Os Campeonatos Estaduais começaram e a repercussão dos primeiros jogos não se limitou aos gols dentro de campo. A discussão do momento é a falta de público nos estádios. A imprensa, os torcedores, os dirigentes, os patrocinadores, está todo mundo tentando entender a raiz do problema.

O debate sobre o assunto vai longe. O jogo de interesses fora das quatro linhas gera prejuízo principalmente as entidades esportivas. De um lado: o clube – atualmente totalmente refém da receita das TVs aberta e paga.  Do outro: as emissoras que precisam do conteúdo e geram receita via Futebol, a grande paixão nacional.

Em tese a jogada deveria ser boa para todos os lados: numero de jogos relevante, consequentemente  boa receita de TV, exposição evidente das marcas dos parceiros dos clubes em várias  partidas. Bom negócio também para a televisão que vive de ofecer entretenimento aos seus assinantes.

Contudo, nosso calendário não favorece. Temos 23 datas a cumprir. Numero excessívo. Grande parte dos jogos não desperta interesse do grande público. Para “mascarar” a péssima receita, os clubes abusam dos preços dos ingressos – agrava ainda mais a situação.  O horário de realização não passa de uma imposição das geradoras de conteúdo.

Observando a programação há partidas entre clubes grandes e de menor expressão aos domingos, às 19h30, no Stadium Rio (Engenhão). Este e principal Arena esportiva do Rio de Janeiro, apesar de já ter melhorado seu acesso e serviços, não possui uma enorme simpatia dos torcedores cariocas.

Outro detalhe que parece besteira mas faz sentido é a época do ano em que acontecem as competições regionais. Pesa no bolso da massa e até da elite partidas de futebol com preços excessivos após as comemorações de fim de ano e no ínterim das festas de Carnaval.
Uma solução poderia ser mudança no sistema de disputa, reduzindo um pouco o número de jogos, sem ter de excluir algum clube de menor porte da competição.

Na prática, ações relativamente simples já poderiam ser feitas melhorar o espetáculo de uma forma geral. Os grandes clubes não sabem fazer do “gameday” uma grande festa, que estimula o torcedor a comparecer.

No Brasil a cultura do próprio povo não permite algumas coisas. Bares e restaurantes, ou churrascarias não podem ser bem exploradas nos Estádios e os clubes deixam de faturar com isso. Em meio a isto, várias atrações poderiam ser incluídas como shows antes ou depois dos jogos, promoções gerando interatividade com torcedores dando oportunidades para realização de ativação de marketing, etc.

O placar acaba desfavorável aos clubes, verdadeiros donos do produto. A pergunta que fica: até quando eles vão aguentar?

*Fotos: 1. globoesporte.com  2.Arquivo google internet 3. Site UOL.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Velhas novas caras na 'Família Scolari'

Ano novo, técnico novo, e caras antigas. Luiz Felipe Scolari deu um passo atrás ao convocar o goleiro Júlio César, (Queens Park Rangers), ex-Flamengo e Inter de Milão. Um 'tom ' de retrocesso na primeira lista de Felipão, já que há várias boas opções no futebol nacional atuando em alto nível  como Jéfferson (Botafogo), Diego Cavalieri (Fluminense) e Cássio (Corinthians).


Nas outras posições quase tudo dentro do normal, salvo a escolho do zagueiro Dante (Bayern Munique), desconhecido para grande maioria no Brasil. Já o lateral Felipe Luis (Atlético de Madrid) teve passagem fraca pela seleção com Dunga. E Ronaldinho Gaúcho (Atlético-MG) é pelo talento e experiência.

O retorno de Hernanes (Lázio) e a manutenção dos jovens talentosos Neymar, Lucas e Oscar dão uma cara moderna ao time brasileiro que tem tudo  para brilhar em 2013 e 2014. Mas Felipão não pode esquecer que suas preferências não deverão ter vez por muito tempo, pois o talento deverá falar mais alto.

Vamos esperar o tempo dizer!

* foto: Mowa Press

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

As promessas e mudanças em 2013


Hora da verdade do Brasil nos Mega Eventos

Um ano se encerrou. Mas o Clico Olímpico continua. A jornada brasileira nos mega eventos está se aproximando. O fim de 2012 foi muito positivo. Corinthians Campeão Mundial Interclubes, estádios da Copa sendo já sendo entregues. E 2013? Promete! Ensaio geral para 2014 com a Copa das Confederações. Acredito no sucesso e que teremos outras outras boas novidades.

Mudanças no mercado da bola

Anos atrás o que se via ao fim das temporada era um verdadeiro êxodo. Os dirigentes degradavam suas comissões técnicas. Trocavam pelo menos a metade do elenco e faziam de tudo para começar do zero. Na maioria das vezes surtiu pouco efeito. Agora, aos poucos está acontecendo uma transformação no mercado.

Acredito que este momento é de profunda transição por alguns fatores. O primeiro: enconômico. As agremiações esportivas estão procurando se profissionalizar mais e fazer menos loucuras financeiras. Assim optam por reforços pontuais. E o segundo: planejamento. Estão observando que é muito mais fácil dar continuidade ao que vem sendo feito do que dar um 'reset'. 

Em consequência disso, a permanência dos atletas vira um 'projeto' que passa a ser bom para os dois lados. Tanto para o clube dar sequencia ao trabalho, quanto para o jogador ter mais chance de fazer história  e se tornar um ídolo. 

FELIZ ANO NOVO!

sábado, 24 de novembro de 2012

A MUDANÇA PREVISÍVEL PELOS FATOS: EM PROL DE UM SONHO ?


Mano Menezes demitido do cargo de treinador da Seleção Brasileira. Justiça? Pode ser que sim.  A notícia pegou todo mundo de ‘calça curta’. Grata surpresa para grande maioria, necessitada de ver a camisa amarela brilhar de verdade. Explicação? Tem sim.

Pois bem. Para mim esta notícia não foi uma  verdadeira bomba. O ‘Gaúcho’ não conquistou nenhum dois dois títulos importantes disputados ao logo dois dois anos à frente do time. Fracassou na Copa América deixando a competição nas quartas de final - melancólico. Nos Jogos Olímpicos ficou com a medalha de prata - muito pouco. Conquistar o Superclássico das Américas é praticamente uma obrigação.

Em via dos fatos, a realidade é que o ex-técnico não obteve resultado  quando a bola estava em jogo verdadeiramente.  Tampouco  fez seu time dar espetáculo. Não é unanimidade nem dentro, nem fora da CBF. Não tinha prestígio com a torcida. Não mostrava um ambiente alegre com a cara do Brasil às vésperadas da Copa de 2014. Não conseguiu utilizar as boas peças que teve na mão.

A jogada do presidente José Maria Marín é realmente muito ousada, conforme disse o diretor de seleções, Andrés Sanchez.  Me coloco à favor de atitudes radicais quando não há resultados positivos. 

O dirigente brasileiro terá de ter muito cuidado na hora de escolher o novo comandante. Há ótimas opções como Muricy Ramalho e Felipão – que sofreria uma pressão ainda maior pelo seu histórico vencedor. Já Tite seguiria o mesmo perfil do ex-treinador. E Pep Guardiola ex-Barcelona? Não seria fácil admitirmos um gringo no comando do time canarinho, muito por questões culturais.

Apesar do espanhol ser um dos melhores treinadores do momento, não o vejo à frente da seleção na Copa do Mundo do Brasil.  Precisamos que o novo e – corajoso professor, tenha histórico vencedor e a cara do Brasil. O sonho de vencer a Copa 2014 é acima de tudo do povo. Não é nem só meu, nem só seu. É nosso.




*Crédito foto jornalismob.com

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Fluminense 2012: Campeão com explicação

O Fluminense se sagrou Campeão Brasileiro mais uma vez. Título redondamente merecido, campanha brilhante. Os números explicam, colocam o resultado em prova e por isso a competição acabou antes. E o que explicam os números ? O elenco montado. A equipe verde e grená não foi sensacional dentro das quatro linhas jogando um futebol vistoso, mas teve peças de reposição em todas as posições e na maioria com nível técnico razoavelmente parecido. Algo fundamental nos dias de hoje.

O time das Laranjeiras não jogou muito. Não ficará marcado na história por partidas memoráveis. Não chega nem perto da 'Máquina Tricolor,' de 1974, que tinha Roberto Rivelino e cia. Não foi um ‘timaço’. Chegou a ter uma pitada da modernidade. Pode até ter sido um time por vezes  ‘sem sal’, mas com um ingrediente importantíssimo: eficiência, sempre sob comando do artilheiro Fred.

Para provar isto, basta olhar o bonito boletim do time ao longo da competição. Nota azul para os alunos do professor Abel Braga. Só perdeu um jogo no Rio de Janeiro!  Outro bom  exemplo, os clássicos regionais. Venceu quatro dos cinco que disputou. Sendo três destas vitórias pelo placar 'agoniante' de    1 a 0.

Mas vencer por placar magro não é e não deveria ser vergonha para ninguém. Pode ter jogado algumas vezes para perder de pouco e acabou vencendo por pouco. No entanto, o que mais importa é quando o jogo se encerra. Se o placar for favorável, não há quem vá rir. Ou melhor, o torcedor irá sorrir de felicidade e levará os três pontos feliz para casa.

Fica a lição. Quem quer ser Campeão precisa mais do que nunca pensar em fazer, no mínimo, o dever de casa bem feito. Seja pela diferença de gols que for.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Só uma "Imperatriz" domará o Imperador?


Adriano Leite Ribeiro, brasileiro, carioca, nasceu em  17 de fevereiro de 1982. Jogador de Futebol, 30 anos de idade, revelado pelo Flamengo-RJ. De promessa à realidade. De  centroavante canhoto,  à “Imperador de Roma”.  Seleção Brasileira, títulos, artilharias. Decisivo. Atacante fixo à moda antiga, certamente entre os melhores da década que passou.

E passou mesmo. Jogou seu talento fora nos últimos dois anos . Está deixando sua carreira ir à deriva.  O motivo? Nem mesmo o próprio camisa 10 sabe responder. O que quer? Onde quer?  Ninguém sabe dizer. É um verdadeiro desperdício, uma perda para o futebol brasileiro.

Pelo ponto de vista econômico, imagem, marketing, entre várias outras coisas que envolvem o atleta de futebol profissional, é atualmente um verdadeiro pesadelo. Comportamento inadequado, falta de compromisso geral, tornam sua estampa invendável.  Um verdadeiro tiro no pés. Tanto do próprio, quanto de quem o vincula à marca.  

Corinthians e Flamengo, dois dos maiores clubes do Brasil tentaram.  O primeiro ofereceu estrutura de primeira linha, suporte de todo lado e tinha, de quebra, um elenco bem mais forte disputando títulos importantes. Já o segundo lhe acolheu na base do carinho, onde já foi sua verdadeira origem.  Nem vestindo a camisa do time do coração foi possível se recuperar.

O fato é que quando não se tem objetivos fica muito difícil. O Imperador, por ora, não quer.  Que  assim seja. Mais justo e sincero com todos. A pergunta que fica: é possível salvar Adriano?

Talvez hoje em dia somente uma bela “Imperatriz” seja capaz de domar Adriano.

domingo, 7 de outubro de 2012

AS MARCAS ESPORTIVAS NA OSCAR FREIRE


O momento é mais do que oportuno. Nosso país respira esporte com o ‘boom’ dos mega eventos chegando daqui a pouco. Copa das Confederações 2013, Copa do Mundo 2014, assim a diante... Rio 2016 entre outros espetáculos que teremos chance de ver no Brasil esta década.

As grifes inseridas neste mercado estão tendo visão, investindo pesado. Um exemplo claro é a Lupo Sport. Já patrocina equipes esportivas de alto rendimento em futebol e fez a ousada jogada com o famosinho Divino F.C em horário nobre da TV Globo.

Mas a estratégia de ganhar mercado adotada pela marca não pára por aí. No último mês, a Lupo Sport abriu uma loja exclusiva em plena Rua Oscar Freire, em São Paulo. Agora ela se posiciona ao lado das gigantes Nike, Adidas, Fila, Asics e até mesmo das luxuosas Mont Blanc e  H. Stern, que fazem parte da glamourosa rua paulista.

No dia da inauguração, as camisas do Divino que tinham no estoque se esgotaram rapidamente e os resultados tem sido positivos, segundo vendedor da loja que vende artigos esportivos dos mais variados.

Já a Adidas em seu ponto de venda aposta em um andar inteiro voltado especialmente para futebol. Camisas de times e seleções nacionais e internacionais são encontrados. Os produtos do  S.E Palmeiras são os mais vendidos, mesmo com a equipe em má fase no Campeonato Brasileiro. Em âmbito mundial, os produtos do Real Madrid F.C são os campeões de venda da grife esportiva, enquanto o time alviverde é o que dá maior retorno a marca no Brasil.

Saldo interessante para o esporte poder se fazer presente em local nobre. Importante a valorização das marcas nesta aproximação deste público consumidor tão  exigente. Retorno, mídia e visibilidade vêm por conseqüência. 

domingo, 23 de setembro de 2012

PH Ganso ou PH Ganância?

Paulo Henrique Ganso, brasileiro, 22 anos, meia-atacante, revelado pelo Santos Futebol Clube. Uma das maiores promessas do futebol verde e amarelo agora segue para o vizinho rival São Paulo F.C. Vejamos que coisa interessante. Há bem pouco tempo atrás a maioria dos nossos jogadores arrumavam as malas para bem longe. Agora, a distância se transformou em apenas alguns quilômetros de estrada.          

Sorte a nossa! É maravilhoso ter os melhores jogadores aqui. São eles que proporcionam o espetáculo, levam o público ao estádio, aumentam as receitas, trazem títulos, torcedores e fazem história e se tornam ídolos. Precisamos valorizar cada vez mais nossas peças raras, se fortalecer com infra-estrutura para atrair craques e novos investimentos.

O caso à parte da transferência de Ganso cabe  algumas ressalvas. A carreira do novo camisa 8 são paulino é, para muitos, considerada instável. É claro que suas lesões contribuiram bastante para isso. Mas, PH8 sempre demonstrou insatisfação em relação aos seus contratos, preocupou-se demais nos últimos tempos com sua conta bancária, visivelmente não tem um planejamento de carreira muito bem definido. Só para exemplificar, o jogador não possui um site oficial próprio!

Ganso já teve conquistas importantes no cenário nacional como a Copa do Brasil e a Libertadores pelo time santista e se quer projetar um futuro brilhante deveria correr mais dentro de campo do pensar na sua vida fora dele. Quando o assunto é seleção brasileira, às vesperas da Copa de 2014, está sendo engolido por Oscar e Lucas que já estão se encaminhado no futebol internacional. Não fosse sua 'ganâcia' poderia estar seguindo os mesmo rumo pelo talento que têm com a bola nos pés.

Mas é bem verdade também que ninguém é escravo de ninguém. Talvez no São Paulo, contando com profissionais como Renê Simões, atual diretor técnico do clube - que foi importantíssimo quando chamou publicamente à atenção do craque Neymar em um 2010, junto ao atual técnico Ney Franco que trabalha bem com jovens, consigam colocá-lo no caminho certo.

Caso contrário, Paulo Henrique Ganso será mais um disperdício de talento em nosso futebol.


créditos: (Foto:divulgação WEB)